Empresas que financiam cirurgias plásticas representam perigo na relação ética entre médicos e pacientes

Os médicos não podem ter qualquer vínculo com empresas que anunciem ou comercializem planos de financiamento
 

Uma prática comum que segue totalmente na contramão da relação médico paciente é a atuação das intermediadoras. Focadas no segmento da cirurgia plástica, as intermediadoras são consórcios ou empresas especializadas em buscar financiamento para facilitar a realização de cirurgias plásticas.

 

 

Alguns profissionais médicos, com o objetivo de atenderem a um número maior de pacientes, procuram esse tipo de prática imaginando ser um facilitador de procedimentos administrativos de sua atividade profissional, sem se darem conta do problema ético que está por trás desse comportamento. Outros, porém, tomam esta atitude conscientes da falha ética que estão cometendo.

 

De acordo com os artigos 1º, 2º e 3º da resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) nº 1836/2008, os médicos não podem ter qualquer vínculo com empresas que anunciem ou comercializem planos de financiamento para procedimento médicos. É uma prática condenável no mercado.

 

“Além de ser reprovável eticamente a participação do cirurgião plástico em procedimentos médicos, acobertados ou encabeçados por intermediadoras, sujeita o profissional médico a punições pelos conselhos médicos que podem conduzir, inclusive, a exclusão do quadro médico e proibição do exercício da medicina”, explica o assessor jurídico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo (SBCP-SP) , Cláudio Roberto Faustino.

 

Segundo o presidente da SBCP-SP, os médicos são responsáveis pelo diagnóstico de doenças e indicações de tratamentos e procedimentos, e isso deve ser estabelecido diretamente com os pacientes. Uma relação estreita entre os dois.

 

“É imprescindível que o paciente pesquise antes de escolher um especialista, para poder ter certeza da idoneidade e competência do médico e possa ter uma relação de confiança com ele. Qualquer atitude que gere suspeita o paciente deve se afastar e comunicar as entidades de classe como a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo”, finaliza o Dr. José Teixeira Gama, presidente da SBCP-SP.

 

Com informações da assessoria

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