Produção de pneus cresce apenas 4% no primeiro quadrimestre do ano e não acompanha alta do setor automotivo

O mercado de reposição obteve um aumento de 15,2% comparando o quadrimestre do ano anterior com este ano, passando de 10,599.073 para 12.208.483 milhões de toneladas
 

Nos primeiros quatro meses de 2013 a produção da indústria brasileira de pneus apresentou expansão de 4%, passando de 21,44 milhões de unidades no ano anterior para 22,30 milhões de unidades, de acordo com os dados da ANIP, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos. Já o setor automotivo cresceu 17% no mesmo período do ano passado, segundo dados da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). “A diferença entre esta expansão e a queda na fabricação de pneus corresponde às perdas de posição no mercado, onde a importação cresce continuamente, devido à competição desigual”, diz o presidente da ANIP, Alberto Mayer.

 

 

Ele explica que boa parte dos importados entra no país de forma irregular ou é de baixa qualidade e, se submetida à verificação não receberia aprovação do Inmetro. “Além disso, esses produtos importados, especialmente da Ásia, que já não enfrentam o Custo Brasil, deixam de cumprir as exigências ambientais de recolhimento para destinação correta dos inservíveis, que para a indústria brasileira representa um ônus anual da ordem de R$ 80 milhões”, acrescenta Alberto Mayer.

 

 

Déficit no Comércio exterior
A importação de pneus (exceto duas rodas) aumentou 25,5% na comparação entre os primeiros quadrimestres de 2012 e 2013, passando de 7,76 milhões de unidades para 9,73 milhões de unidades. A principal origem desses importados é a Ásia, com as compras do maior fornecedor, a China, passando de 4,42 milhões de unidades (exceto pneus para veículos de duas rodas) para 5,16 milhões de unidades, uma expansão de 16,5% nos primeiros quatro meses de 2013 em relação a 2012.

 

 

Já a exportação de pneus brasileiros seguiu caminho oposto, com queda de 10,6% no mesmo período, passando de 4,78 para 4,27 milhões de unidades. “Estamos reduzindo as exportações e aumentando as importações, exatamente o contrário do que o país precisa para evitar a continuidade do processo de desindustrialização. A indústria brasileira de pneus detém tecnologia de última geração, fabrica produtos adequados às condições brasileiras e vinha contribuindo com saldo positivo para a balança comercial, mas nestes dois últimos anos a situação se inverteu, devido ao aumento de custos no Brasil e à competição desigual com os importados”, acrescenta Mayer.

 

 

Dados do setor
No período janeiro a abril de 2013 os pneus para veículos de passeio representaram 48,3% do total produzido, com 10,782 milhões de unidades, segundo os dados da ANIP. Os outros 51,7%, correspondentes a 11,519 milhões de pneus se destinaram às demais utilizações: duas rodas, carga (caminhões e ônibus), agrícola, industriais, de avião e outros.

 

 

Em relação ao mesmo período de 2012 as vendas apresentaram um aumento de 6,9& passando de 22,40 milhões de unidades para 23,95 milhões de unidades.

 

O mercado de reposição obteve um aumento de 15,2% comparando o quadrimestre do ano anterior com este ano, passando de 10,599.073 para 12.208.483 milhões de toneladas.

 

Assessoria

 

0 comentários