Entidades e jornalistas repudiam violência da PM contra a imprensa nas manifestações

Um coletivo de organizações de jornalistas e de defesa de direitos humanos emitiram uma nota de repúdio à violência policial contra jornalistas durante a cobertura das manifestações pela redução das tarifas de transporte público em todo o Brasil.  No texto, as entidades se dizem preocupadas com a garantia da liberdade de imprensa e da liberdade[...]
 

Um coletivo de organizações de jornalistas e de defesa de direitos humanos emitiram uma nota de repúdio à violência policial contra jornalistas durante a cobertura das manifestações pela redução das tarifas de transporte público em todo o Brasil.  No texto, as entidades se dizem preocupadas com a garantia da liberdade de imprensa e da liberdade de manifestação e expressão, repudiando a violência policial ocorrida nos recentes protestos pela redução da tarifa de transporte.

 

 
A nota reforça que, “só em São Paulo resultou em mais de vinte jornalistas feridos e dois jornalistas presos”. O grupo entende que “a violência se deveu não apenas a abusos individuais, mas foi incentivada por declarações de autoridades públicas e inclusive de editoriais de opinião dos próprios órgãos da imprensa em defesa da forte repressão à manifestação”.
 
 
 
 
O coletivo ressalta a preocupação com aumento dos casos de ameaças a jornalistas por parte de integrantes da Polícia Militar, “agravada pelo medo que impede os profissionais em dar encaminhamento às denúncias”, e repudiou as tentativas de dificultar e impedir o trabalho de cobertura jornalística dos eventos, inclusive por parte dos próprios manifestantes.
 
 
 
 
O comunicado ainda fez algumas reivindicações, como :identificação e responsabilização dos responsáveis por todas as agressões ocorridas nas recentes manifestações; garantia da liberdade de manifestação, com revisão das doutrinas, manuais e procedimentos para uso de armas menos letais e criação de Grupo de Trabalho em âmbito estadual em São Paulo para adoção de medidas específicas de proteção à liberdade de imprensa, com sugestão de participação da Secretaria de Segurança Pública, Polícia Militar, Sindicato dos Jornalistas e organizações da sociedade civil.
 
 
 
 
As organizações também consideram fundamental o acompanhamento do Grupo de Trabalho sobre proteção a jornalistas da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República e a denúncia dos casos às relatorias de liberdade de expressão da OEA e da ONU.
 
 
 
 
“Salientamos, por fim, que a violência contra jornalistas e comunicadores atenta não apenas contra os profissionais e veículos envolvidos, mas contra o direito de toda a sociedade a ser informada, configurando-se, na prática, como uma forma de censura”.
 
 
 
Assinam a nota: Aprendiz, Artigo 19, Conectas Direitos Humanos, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, Instituto Vladimir Herzog, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Repórteres Sem Fronteiras, Repórter Brasil, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, Associação dos Correspondentes Estrangeiros (ACE), Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Departamento de Jornalismo da PUC-SP, Instituto Palavra Aberta , Knight Center para o Jornalismo nas Américas, Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo, Gasparian Advogados, UNIC-Centro de Informações da ONU, UNIRR – União e Inclusão em Redes e Rádio, Carta Maior, Oboré, Zora Mídia, Catarina Cristo de Oliveira Barros Amaral, Daniel Cassol, Denise O. Freire, Eduardo Nunomura, Fausto Salvadori Filho, José Arbex Júnior, Juliana Moreira, Kathia Natalie Gomes, Laurindo Leal Filho, Leonardo Sakamoto, Luiz Carlos Azenha, Luciana Burlamaqui, Natasha de Freitas Moreira e Nelson Lins.
 
 
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