Exposição sobre Rubem Braga relembra sua atuação como jornalista

Cada segmento da exposição traz um tema, como a vida de Rubem Braga como diplomata e o trabalho no “Jornal Hoje”, da Rede Globo
 

Nesta terça-feira (25/6), o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, inaugura sob a curadoria do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, a exposição “Rubem Braga — O fazendeiro do ar”. A mostra integra as comemorações do centenário do escritor, nascido em 12 de janeiro de 1913. 

 

 

De acordo com O Globo, a mostra, que já passou por Vitória (ES), fica em cartaz até 2 de setembro e segue, em outubro, para o Rio de Janeiro, onde será montada no antigo edifício da Rede Manchete.
 
 
 
“É uma exposição voltada principalmente para os estudantes. Rubem Braga é uma entrada muito prazerosa ao mundo do bom texto da literatura brasileira, com seu tom de conversa na mesa do botequim”, afirma o curador. E acrescenta: “É uma apresentação à leitura e, também, à escrita. Acho que muitos jovens podem sair da exposição com vontade de escrever”.
 
 
 
A mostra é dividida nas seções “Redação”, “Retratos”, “Guerra”, “Passarinhos e “Cobertura”, sendo que a primeira remete ao período de Braga como jornalista. Na sala, toda coberta de jornais da época, estão dez mesas com máquinas de escrever, às quais foram acoplados tablets.
 
 
 
 
Cada segmento da exposição traz um tema, como a vida de Rubem Braga como diplomata e o trabalho no “Jornal Hoje”, da Rede Globo. A faceta de Braga como editor, quando foi dono, nos anos 1960, da editora Sabiá, também está registrada em fotos e documentos.
 
 
 
 
A seção “Guerra” relembra a experiência do escritor como correspondente, pelo jornal Diário de Notícias, na Segunda Guerra Mundial. Nessa parte da mostra, há vários telefones nas mesas com os quais, ao tirá-los do gancho, o público pode ouvir notícias da época. 
 
 
 
 
Preparando a seção, Joaquim Ferreira dos Santos teve uma surpresa na casa da família Braga. “Nos arquivos, encontrei todos os blocos de anotação que o Rubem Braga usou como correspondente de guerra e os botei na exposição”, conta. 
 
 

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