PLANTÃO BARRA: Fifa nega ter a intenção de cancelar o andamento da Copa das Confederações no Brasil

A entidade se pronunciou através de uma coletiva realizada diariamente para falar sobre o evento
 

 

Na manhã desta sexta-feira, dia 21 de junho, a Federação Internacional de Futebol – FIFA  negou ter a intenção de cancelar a Copa das Confederações no Brasil devido às manifestações que ocorrem no país.   Segundo a assessoria de imprensa da entidade, até o momento, nenhuma seleção fez um pedido oficial para deixar a competição.

 

 

O fato foi muito divulgado desde o fim da noite de quinta-feira, dia 20, pela imprensa brasileira, que dizia haver rumores de que a seleção italiana ameaçava deixar a competição devido aos protestos.

 

A Fifa reiterou que apoia manifestações pacíficas, mas condena qualquer forma de violência.

 

 

Entenda a Lei da Copa 

 

Caso a medida extrema seja adotada e a Fifa, realmente, cancele o evento, a Lei Geral da Copa prevê que o Governo Brasileiro pague eventuais prejuízos da entidade. O capítulo V da Lei, sancionada em 2012, fala sobre o assunto.

 

 

O artigo 22 diz que “A União responderá pelos danos que causar, por ação ou omissão, à FIFA, seus representantes legais, empregados ou consultores”. O artigo 23 fala que “A União assumirá os efeitos da responsabilidade civil perante a FIFA, seus representantes legais, empregados ou consultores por todo e qualquer dano resultante ou que tenha surgido em função de qualquer incidente ou acidente de segurança relacionado aos Eventos, exceto se e na medida em que a FIFA ou a vítima houver concorrido para a ocorrência do dano”.

 

 

Além da agressão aos ônibus da delegação de Salvador, a entidade internacional já está lidando, há alguns dias, direta ou indiretamente, com problemas graves decorridos dos protestos. No Rio de Janeiro, a Fifa blindou o centro de distribuição de ingressos. Placas da Copa das Confederações foram destruídas no centro da cidade e, durante um evento paralelo aos jogos, na Avenida Presidente Vargas, tendas foram depredadas.

 

 

Patrocinadores da Copa também viraram alvo dos manifestantes. Em São Paulo, um painel da Coca-Cola, que ficava na Avenida Paulista, foi queimado durante um dos protestos. No Rio, a loja da marca ao lado do Maracanã foi fechada, com medo de depredação.

 

Redação com fontes

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