Banco Central não consegue segurar dólar, que fecha em alta de 0,09%

A instabilidade piorou depois de Ben Bernanke, presidente do Fed, ter declarado, há duas semanas, que a instituição pode diminuir a compra de ativos até o fim do ano, caso a economia dos Estados Unidos continue a se recuperar
 

A intervenção do Banco Central (BC), que vendeu US$ 1,934 bilhão no mercado futuro, não conseguiu segurar a moeda norte-americana. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (5) vendido a R$ 2,2595, com alta de 0,09%. O câmbio fechou a semana com aumento de 1,25%. No ano, o dólar acumula alta de 10,51%.

 

 

O aumento do dólar, no entanto, poderia ter sido maior. Por volta das 11h40, a moeda norte-americana chegou a subir para R$ 2,2675, o valor mais alto do dia. A cotação oscilou bastante nas horas seguintes até cair para R$ 2,2520 por volta das 16h, subindo novamente até encerrar praticamente estável em relação ao fechamento de ontem (4). A mínima do dia foi registrada por volta das 9h30, quando o dólar chegou a R$ 2,2484.

 

 

Além de vender dólares no mercado futuro, por meio dos leilões de swap cambial tradicional, o BC tomou medidas para segurar a alta da moeda norte-americana. Na quarta-feira (3), a autoridade monetária eliminou as restrições de prazos para que os exportadores financiem pagamentos antecipados.

 

 

Antes, os exportadores que quisessem antecipar o recebimento das receitas com as vendas para o exterior poderiam pegar empréstimos de até cinco anos. O BC derrubou esse limite, permitindo que financiamentos de prazos mais longos sejam concedidos. A medida aumenta a oferta de dólares no mercado, empurrando a cotação para baixo.

 

 

Além disso, no último dia 25, o BC retirou o compulsório sobre a posição vendida de câmbio. Com a medida, os bancos deixaram de recolher à autoridade monetária parte dos valores aplicados em apostas de que o dólar vai cair.

 

 

Há mais de um mês, o mercado financeiro global enfrenta turbulências por causa da perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. Ele poderá aumentar os juros e diminuir as injeções de dólares na economia global caso o emprego e a produção nos Estados Unidos mantenham o ritmo de crescimento e afastem os sinais da crise econômica iniciada há cinco anos.

 

 

A instabilidade piorou depois de Ben Bernanke, presidente do Fed, ter declarado, há duas semanas, que a instituição pode diminuir a compra de ativos até o fim do ano, caso a economia dos Estados Unidos continue a se recuperar. Se a ajuda diminuir, o volume de moeda norte-americana em circulação cai, aumentando o preço do dólar em todo o mundo.

 

Agência Brasil

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