Record volta a atacar Rede Globo no “Esporte Fantástico”

O programa esportivo da Rede Record explorou as declarações contundentes de Alex, do Coritiba, para a TV Lance!.
 

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Os estilhaços da guerra midiática voltaram a cair no colo do telespectador. No sábado (17/08), o “Esporte Fantástico” atacou a Rede Globo. O programa esportivo da Rede Record explorou as declarações contundentes de Alex, do Coritiba, para a TV Lance!.
 
 
 
O jogador defendeu que a Rede Globo comanda o futebol brasileiro. Às quartas-feiras, os jogos de futebol vão ao ar a partir das 22 horas e terminam por volta da meia-noite. “E o torcedor que precisa acordar 7 da manhã para trabalhar?….Isso é desumano”, disparou Alex.  Segundo a edição do esportivo, o resultado é o esvaziamento, cada vez maior, dos estádios. “O jogo de quarta-feira é depois do último beijo da novela”, zombou o meia.
 
 
 
O repórter Roberto Thomé entrevistou os torcedores que enfrentam a rotina dos jogos de quarta. “Infelizmente, hoje, estamos nas mãos da Rede Globo. Isso não pode acontecer”, comentou um entrevistado. O jornalista frisou no texto em off: “O torcedor pede, quase implora, para que as partidas de futebol…não sejam tão tarde”.
 
 
 
Em seguida, o programa esportivo da Record abordou os direitos de transmissão.  Citou o exemplo do Campeonato Inglês. “Lá não existe exclusividade dos direitos”.  Para reforçar a percepção, o jornalista Jorge Kajuru até sugeriu a criação de uma CPI para averiguar o acordo da Globo com os clubes brasileiros. “Isso deveria ser investigado pelo Congresso”, disparou.  “É uma ditadura de audiência”, concluiu.
 
 
 
O “Esporte Fantástico” ainda mostrou a queda de audiência das transmissões. Em comparação a 2000, ocorreu uma queda de 35% nos índices de audiência verificados neste ano.  
 
 
 
Os jogos de quarta-feira, no atual horário, criam empecilhos até para os profissionais da imprensa. Neste espaço, já critiquei o fato. Porém, a queda de audiência é consequência também da própria decadência do futebol brasileiro. Os jogos ficaram burocráticos. O atual formato de pontos corridos do Campeonato Brasileiro também não provoca emoção e debates acalorados. Resultado: queda no IBOPE. Além disso, a própria Record é beneficiada do fenômeno. O chamado “efeito quarta” sempre alavanca a audiência da emissora da Barra Funda.
 
 
 
Por trás de tudo isso, a Record deseja obter os direitos de transmissão. Já tentou, mas não conseguiu. Os eventos esportivos ainda permanecem bem atrativos, mesmo com a atual dispersão do público em outros meios de comunicação, especialmente na internet.
 
 
 
Sou contra os jogos às 22 horas. Também sou contrário à exibição da mesma partida em dois canais na TV aberta. Sou contra a exibição constante dos jogos do Corinthians. E as partidas do São Paulo? Palmeiras? Santos? Ficam mais relegados.
 
 
 
PORTAL IMPRENSA

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