Humorista Marco Bianchi busca financiamento coletivo para realizar seu primeiro curta-metragem

Tarde de autógrafos, participação como figurante nas filmagens e até um trote personalizado pelo próprio comediante são alguns dos benefícios oferecidos aos colaboradores
 

Uma mulher-gorila chamada “Songa, a Monga”, exibida como atração circense em um parquinho de diversões clandestino, onde o enredo une personagens como o vigia alcoólatra, o fliperama viciado e um trailer/lanchonete sem as mínimas condições de higiene. Uma narrativa tão criativa quanto essa só poderia ser idealizada por ninguém mais ninguém menos do que o irreverente autor Marco Bianchi, que pretende levar às telas seu estilo de humor característico, adquirido ao longo de 22 anos de carreira no rádio e na televisão. 

 

Para dar vida ao seu primeiro curta-metragem, ‘Songa, a Monga’, e prezando pela originalidade e espontaneidade do roteiro, o humorista optou pelo sistema de financiamento coletivo. No site Startando (www.startando.com.br), o projeto está em fase de captação e pretende arrecadar R$ 100 mil até o dia 1º de novembro. “Escolhi o crowdfunding para estar próximo do público que se identifica e quer viabilizar esse projeto”, afirma.

 

Marco Bianchi explica que os critérios para a definição dos custos da produção foram a simplicidade e a qualidade na execução. “Boas histórias podem ser contadas sem orçamentos e pirotecnias hollywoodianas, mas devem, por outro lado, receber o tratamento estético e artístico compatível com a grandeza do cinema e da proposta”, diz.

 

Quem estiver interessado em participar do projeto pode colaborar com valores que variam de R$ 10,00 a R$ 8.000,00 e em troca ter a oportunidade de viver experiências exclusivas. As recompensas oferecidas vão desde passar uma tarde de autógrafos com o próprio Bianchi e participar como figurante do curta, até oferecer um trote personalizado pelo comediante a um amigo, com duração de 1 minuto. “Pensamos naquilo que gostaríamos de ganhar caso estivéssemos na posição dos apoiadores. Em alguns casos, aliás, só as recompensas já justificam o apoio. Melhor do que isso, só um final de semana com a Songa em Cancún”, brinca o humorista.

 

Com referências como Charlie Chaplin, Roberto Benigni e Woody Allen, Marco Bianchi revela que pretende continuar criando e produzindo no mesmo formato. “Tenho diversos roteiros de curtas no bolso do colete e quero tirá-los do papel logo que puder”, conta. Ele cita também o longa-metragem Chute nas Bolas, trama ligada ao universo do futebol que Marco começou a escrever em 2007.

 

Sobre ‘Songa, a Monga’
O curta-metragem é uma tragicomédia baseada na história da mulher-gorila, tradicional personagem de pequenos espetáculos de terror realizados em parquinhos de diversões mixurucas espalhados pelo Brasil. A atração seria conhecida desde o século 19, quando teria vivido a mexicana Julia Pastana, que teria sofrido de uma doença rara chamada hipertricose. O enredo de Songa gira em torno daquela que seria a verdadeira mulher-gorila, a bela e jovem Gilsane, que em 1997 teria vivido no município de Jarituba, uma cidade imaginária nas redondezas dos Cafundós do Judas.

 

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