Procura por cirurgia plástica dispara entre adolescentes

Vários são os fatores que levam os jovens a procurar a cirurgia
 

Os motivos são diversos e vão desde a insatisfação com apelidos de Pinóquio e Dumbo, até mesmo problemas na coluna ocasionados pelo desenvolvimento exagerado dos seios femininos ou da mama masculina.

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Na realidade, qualquer característica que foge ao padrão estético tradicional podem se transformar em verdadeiros traumas em uma fase conturbada da vida, como a adolescência.

 

Para se livrar de vez de problemas como esses, jovens na faixa dos 14 aos 18 anos estão aproveitando a boa condição financeira de seus pais para investir em algo que, normalmente, só despertaria seu interesse muito mais tarde: a cirurgia plástica.

 

Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica revelam um aumento estrondoso nesse perfil: o número de cirurgias plásticas entre os adolescentes quase triplicou entre 2008 e 2013, fazendo do Brasil o segundo país do mundo em número de cirurgias plásticas, só perdendo para os Estados Unidos.

 

A disputa estética e a busca por competitividade estão entre os principais fatores para explicar o aumento da procura entre os adolescentes, opina o cirurgião plástico Luiz Eduardo Ematne, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

 

O médico conta que a urgência em reparar imperfeições naturais deve obedecer a critérios básicos: para a maioria dos casos, a cirurgia plástica só pode ser feita depois que o corpo para de crescer, o que, no caso das meninas, ocorre em torno de dois anos após a primeira menstruação. Para os meninos, é por volta dos 15 anos. Essa é a idade média em que os cirurgiões plásticos começam a operar. Uma exceção são as orelhas de abano, operadas mais cedo, ainda na infância.

 

O apelo da mídia e a alta exposição nas redes sociais caminham ao lado do aumento do poder aquisitivo do brasileiro como motivo para o interesse nas cirurgias ainda na puberdade, acredita Luiz Eduardo, que vê o assunto como delicado, já que é “uma fase da vida em que as pessoas estão com o corpo e a mente em formação”. Nesse contexto, o papel do cirurgião é primordial: deve avaliar com a família a real necessidade da plástica.

 

A estudante Manuela Confetura, 19 anos, entende bem a motivação dos jovens que decidem encarar o bisturi. Ter passado por duas cirurgias mudou, definitivamente, a forma como se relaciona com a própria imagem. Sua primeira operação foi um presente dos pais no seu aniversário de 15 anos. A debutante ganhou sua tão sonhada rinoplastia.

 

De acordo com Manuela, a operação a tornou mais extrovertida, e mudou sua forma de relacionar com as pessoas, tornando-se mais sociável. “Meu nariz me incomodava muito, eu não tirava foto de perfil de jeito nenhum. Hoje em dia me sinto mais confiante, extrovertida e sociável. Antes da cirurgia eu era tímida e envergonhada”.

 

A segunda vez que encarou a mesa de cirurgia foi por motivo de saúde. Manuela operou um desvio de septo. Entretanto, de acordo com a estudante, seus pais sempre apoiaram sua decisão, e ficaram a seu lado nas duas cirurgias. “Minha mãe, inclusive, já operou o nariz, é genética, né?”, brinca Manuela.

 

Segundo Ematne, responsável pela rinoplastia de Manuela, o principal é avaliar se o motivo da cirurgia é algo que incomoda o adolescente ou a outras pessoas. “A dificuldade de aceitação que deve motivar uma cirurgia plástica precisa ser própria, e não vir de fora. No caso de Manuela, o nariz a incomodava muito e sua auto-estima estava baixa a ponto de impedi-la de ser uma pessoa sociável. A decisão também precisa ser tomada em conjunto com os pais” explica o cirurgião plástico, lembrando que se o adolescente chega com uma queixa real e os pais entendem, aí está maduro para a cirurgia. “Conhecer a situação familiar ajuda a entender a demanda do paciente. Às vezes, o benefício estético é uma fuga de outra situação que não está bem resolvida” — reflete o médico.

 

Serviços:
Dr. Luiz Eduardo Ematne
Av. das Américas 3500, bloco 5, sala 207.
Tel: 21- 2134.5433

 

Centro Médico Jaguaruna
Rua Jaguaruna, 130 – Campo Grande
Tels.: 21-7833.8530

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