Roberto Carlos diz que é favorável às biografias não autorizadas, mas com ‘ajustes’

Centro da discussão, cantor alega ser favorável às biografias, mas com acordo entre biógrafo e retratado
 

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Em meio à polêmica envolvendo a publicação de biografias não autorizadas no Brasil, o cantor e compositor Roberto Carlos esclareceu, pela primeira vez, seu posicionamento sobre o assunto. O artista diz ser a favor do gênero, desde que sejam feitos acordos e ajustes. 

 

 

 

 

“Temos que conversar, discutir e chegar a uma conclusão que seja boa para todo mundo. O jurista tem que estudar muito bem e estabelecer algumas regras que protejam o biografado. Tem que fazer alguns ajustes para que essa lei não venha a prejudicar nem o biografado nem o biógrafo. Que não fira a liberdade de expressão e o direito à privacidade”, disse.

 

 

 

De acordo com O Globo, em entrevista ao “Fantástico”, exibido pela Rede Globo no último domingo (27/10), Roberto Carlos explicou que sua posição anterior contra as biografias não apresenta relação com o acidente de trem que o fez perder parte da perna quando tinha seis anos de idade. 

 

 

 

O cantor revelou que ele mesmo está escrevendo sua história e que informará “muito mais as pessoas do que qualquer outra fonte”. Ele disse que está gravando seus depoimentos e que ainda procura um escritor para produzir o livro. Roberto alegou ainda que não sabe se sua vida caberá em um único volume. 

 

 

 

“As pessoas dizem que eu sou contra as biografias por causa do meu acidente. Não é isso. Eu vou contar do meu acidente. Ninguém poderá contar do meu acidente melhor do que eu. Ninguém poderá contar com todos os detalhes, o que eu senti e o que eu passei, porque disso só eu sei”, esclareceu.

 

 

 

Em 2007, o cantor conseguiu impedir o lançamento e venda da biografia “Roberto Carlos em detalhes”, escrita por Paulo Cesar Araújo. Para ele, “o biógrafo pesquisa uma historia que é feita pelo biografado”.

 

 

 

“O escritor não cria uma história. O biógrafo só narra uma historia que não é a dele. Ele passa a ser dono de uma história que não é a dele e isso não é certo”, acrescentou.

 

 

 

O compositor disse que aceitaria a publicação de biografias, desde que haja um acordo prévio, mas não deu detalhes sobre como seria o consentimento. Ele destaca a importância de se discutir o projeto que libera a publicação de biografias não autorizadas, que tramita na Câmara dos Deputados, e disse ser a favor da medida.

 

 

 

Segundo ele, caso o autor da biografia faça afirmações não verdadeiras, a reparação posterior feita pela Justiça “não funciona”. “O resultado é um pouco tardio. Todo mundo já leu, já viu”, alegou.

 

 

 

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