COB contrata Ratko Rudic, dono de seis medalhas olímpicas, para comandar a seleção masculina de polo aquático do Brasil

Contratação do treinador croata, atual campeão olímpico, partiu de indicação da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos
 

A seleção brasileira masculina de polo aquático passa a contar com um dos treinadores mais vitoriosos da história. A partir de indicação da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) contratou o croata Ratko Rudic, apontado por muitos o melhor técnico da modalidade do mundo. Dono de seis medalhas olímpicas, sendo uma como jogador e cinco como treinador, o croata assumirá a seleção brasileira masculina em janeiro de 2014 e terá como base de trabalho o Rio de Janeiro. Ratko Rudic foi apresentado nesta quinta-feira, dia 14, na sede do COB, em cerimônia que contou com a presença do diretor executivo de esportes da entidade, Marcus Vinicius Freire; do presidente da CBDA, Coaracy Nunes; e do diretor de polo aquático da CBDA, Ricardo Cabral, entre outros.

 

 

Como jogador, Rudic foi vice-campeão nos Jogos Olímpicos Moscou 1980. Como treinador, tem na bagagem cinco medalhas olímpicas, sendo quatro de ouro. A última conquista aconteceu nos Jogos Olímpicos Londres 2012, quando ganhou o ouro para a Croácia. As outras medalhas foram conquistadas pela Itália (ouro em 1992 e bronze em 1996) e pela antiga Iugoslávia (ouro em 1984 e 1988). O croata possui também três títulos mundiais e três europeus.

 

 

“O Brasil tem uma grande cultura esportiva, em especial nos esportes coletivos. Achei a proposta do COB e da Confederação uma ótima oportunidade para desenvolver um trabalho diferenciado, que pode trazer desenvolvimento não só para a seleção brasileira, mas para todo o polo aquático brasileiro”, disse Rudic. “Vejo o Brasil com potencial para voltar a participar bem dos Jogos Olímpicos. Tenho um belo desafio pela frente, um projeto diferente para uma equipe que não disputa os Jogos Olímpicos desde 1984”, disse o croata.

 

 

Dentro do planejamento estratégico do COB, os primeiros anos deste ciclo olímpico são voltados para a qualificação técnica das equipes brasileiras. O que o COB está fazendo através de três ações básicas: contratação de treinadores, brasileiros ou estrangeiros; desenvolvimento de equipes multidisciplinares; e ações diretas de ciências do esporte na preparação dos atletas.

 

 

“A participação de treinadores qualificados no processo de preparação de atletas e equipes é condição fundamental para o sucesso de uma campanha em Jogos Olímpicos. Por essa razão, a valorização dos treinadores, brasileiros ou estrangeiros, tem sido um dos pilares estratégicos do COB neste ciclo olímpico”, disse Marcus Vinicius Freire. “A contratação do Rudic pelo Brasil é uma notícia que está tendo repercussão internacional. Trazer uma estrela dessa grandeza tem tudo a ver com os Jogos Olímpicos no Brasil. Esses treinadores vêm com a proposta de liderar a equipe da casa em uma edição olímpica, além de passar conhecimento aos treinadores brasileiros. No caso do polo, pode ser difícil pensar em medalha em 2016, mas temos certeza de que a capacidade do Rudic vai possibilitar um salto de qualidade incrível no polo aquático brasileiro”, completou o diretor do COB.

 

 

Neste momento, são 39 técnicos estrangeiros, de 23 modalidades diferentes, trabalhando com as equipes brasileiras, através de recursos da Lei Agnelo/Piva. O croata Ratko Rudic (polo aquático), o brasileiro Torben Grael (vela), o espanhol Jesús Morlán (canoagem), a japonesa Yuko Fujii (judô) e os técnicos de ginástica artística Alexander Alexandrov (Rússia), Margarita Vatnika e Vladimir Vatkin (Bielorrússia) são contratados diretamente pelo COB, atuando nas equipes olímpicas do Brasil.

 

A última participação do polo aquático masculino brasileiro em Jogos Olímpicos foi em Los Angeles 84, quando o Brasil alcançou a 12ª colocação, a melhor campanha olímpica brasileira. As seleções masculina e feminina já têm vagas confirmadas nos Jogos Olímpicos Rio 2016, pelas regras da Federação Internacional que rege a modalidade. Essa será a estreia olímpica da equipe feminina do Brasil.

 

 

“Fizemos uma grande aquisição. Apesar de ser o melhor treinador de polo do mundo, o Rudic é uma pessoa muito humilde e que demonstrou muita vontade de trabalhar com a seleção brasileira”, disse Coaracy Nunes. “Não tenho dúvida que a vinda dele vai transformar o polo aquático brasileiro”, completou o presidente da CBDA, explicando que a Confederação pretende repatriar atletas brasileiros que já competiram por outras seleções, além de naturalizar estrangeiros. “Tudo dentro das necessidades apontadas pelo Rudic. Ele vai indicar as posições que precisa de um reforço e os atletas que tem interesse. E esses atletas tem que mostrar muita vontade de defender o Brasil”.

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Comunicação – Relações com a Imprensa

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