Serviço de reprodução humana no Brasil mantém padrões internacionais

Os serviços de reprodução assistida no país continuam alcançando ótimas taxas de fertilização. A média nacional em 2012 foi de 73%, dentro dos padrões sugeridos pela literatura internacional, que variam entre 65% a 75%. Em 2011, essa taxa foi de 74%.
 

 

O dado é do 6º Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio) elaborado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Já no critério Taxa de Clivagem, que é a divisão que dá origem ao embrião, as clinicas brasileiras também estão com ótimos índices. Em 2012, a taxa nacional ficou em 93%, bem acima dos 80% recomendados pela literatura mundial.

 

 

Segundo Marco Antônio Lourenço, Médico Especialista em Reprodução Assistida, com Especializações na Universidade de Valencia (Espanha) e Instituto Sapientiae, além de Diretor do Centro de Medicina Reprodutiva Pró-Fértil, em Niterói,  Rio de Janeiro,  os resultados alcançados no Brasil são mesmo muito bons e colocam o país à altura de Estados Unidos e Europa. Ele explica que essa evolução no segmento de reprodução assistida se deve, especialmente, à regulamentação rigorosa que é feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “A Anvisa faz muitas exigências e tem normas bem rígidas e específicas para os serviços de reprodução humana. Isso contribui muito para termos excelência em qualidade de atendimento e de resultados”, explica. Segundo ele, os avanços são tão positivos que a média da Pró-Fértil inclusive, supera a brasileira, com 80% da fertilização de óvulos. Quanto à taxa de Clivagem, na clínica, já corresponde a 94% (no Brasil, é de 93%).

 

 

Lourenço  destaca que os dois parâmetros (taxa de fertilização e de clivagem) são ótimos indícios de boa qualidade no serviço de reprodução humana brasileiro, aumentando a chance de sucesso no tratamento. “Há 10 anos, 25% de taxa de gravidez eram aceitáveis, considerados bons. Hoje, já se fala entre 30% a 40% de gestações bem sucedidas com reprodução assistida”, pontua o biólogo.

 

 

De acordo com a Dra. Débora Faria, bióloga da Pró-Fertil,  para que os procedimentos tenham eficiência, é fundamental que a equipe profissional da clínica de reprodução humana seja multidisciplinar e “trabalhe de forma coesa, ultra complementar, mantendo a qualidade em todas as etapas do processo”. “O grupo de profissionais deve atuar igualmente com critério e eficiência em todas as fases da reprodução assistida. É muito importante que haja essa harmonia na equipe”, analisa.

 

 

Marco Antônio Lourenço acredita que os serviços brasileiros de reprodução, seguindo as normas rígidas da Anvisa, só tende a evoluir. “A tendência é que a reprodução humana assistida se torne cada vez mais acessível (cientificamente falando) e também financeiramente”.

 

 

Segundo os dados da Anvisa, no decorrer de 2013, foram produzidos 93.320 embriões e realizados 21.074 ciclos de fertilização em vitro no Brasil. No total, 34.964 embriões foram transferidos para o útero da mulher. Mais de 25.000 foram descartados, por serem considerados inviáveis. A média nacional da taxa de fertilização ficou em 73% – dentro do padrão internacional, que estabelece como taxa de sucesso índices entre 65% e 75%. A maior taxa de fertilização está no Sudeste, com 75% (há 47 centros na região que prestam serviços de fertilização). O pior índice foi registrado no Nordeste, apenas 51%. Mas a região tem apenas um serviço com dados enviados à agência.

 

 

Serviço:

PRÓ-FÉRTIL – Centro de Medicina Reprodutiva

-Niterói: Rua Cel Moreira César, 160 – Icaraí

Telefone: (21) 2612-5190

-São Gonçalo: Alameda Pio XII/Rua Cel Moreira César, 138 – Centro

Telefone: (21) 2605-5656

www.profertil.com.br

 

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