Especialistas dão dicas de como evitar “bloqueio criativo” e manter a mente saudável

Uma delas é não se limitar
 

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Seu deadline está apertado, você precisa terminar aquela matéria, mas se depara com uma página de word em branco. A reunião de pauta é amanhã, mas seu bloquinho de anotações com ótimas sugestões está vazio. Assim como em qualquer profissão, o jornalista depende da criatividade para obter sucesso na carreira, no entanto, às vezes ela não dá as caras.
 

 
De acordo com Cleusa Sakamoto, idealizadora do Gênio Criador, espaço de comunicação sobre o potencial criativo, as principais dicas para explorar a criatividade são autopercepção, ou seja, ser capaz de diferenciar sentimentos e opiniões frente às situações; não temer críticas e encará-las como informações preciosas sobre qualidades e limites/defeitos; valorizar o autoconhecimento e o desenvolvimento por meio de atividades que os favoreçam, como psicoterapia, meditações, reflexões, e identificar e participar de situações que proporcionem prazer no campo do trabalho, lazer, relacionamento social etc. 
 
 
 
 
“O prazer introduz um olhar de contemplação que a criatividade inspira. Podemos exercitar a mente na direção de pensamentos que quebram padrões ou formas convencionais de interpretação. Uma maneira de começar este exercício é conceber o inverso, cogitar a existência do oposto — a mudança do ponto de partida abre o leque de alternativas para pensarmos novas ideias, trazendo múltiplas possibilidades”, afirma Cleusa.
 
 
 
 
Para potencializar todos esses fatores, a especialista destaca o ambiente de trabalho como peça fundamental para o desenvolvimento criativo. Segundo ela, esse espaço estimula a liberdade de pensamento e expressão, respeita a individualidade e, ao mesmo tempo, favorece a cooperação. “A criatividade emerge a partir da ação de uma pessoa, mas ela é um fenômeno sistêmico e depende do contexto das relações humanas”, completa.
 
 
 
 
Porém, segundo o escritor Fábio Zugman, autor dos livros “Criatividade sem Segredos” e “O Mito da Criatividade”, é importante tomar cuidado para não criar uma cultura que forneça regras e restrições demais no ambiente de trabalho. “Vemos muitas matérias sobre empresas que tentam ser criativas, mas nada adianta se o funcionário começa a achar que sua opinião não vale muito e ele só está lá para cumprir o que mandam”.
 
 
 
 
Outro ponto importante para evitar o “bloqueio” criativo é não se limitar à própria área. Segundo Zugman, quanto mais variados os interesses, mais criativos nos tornamos. “Gostar da área de economia não quer dizer que você não pode se dedicar, por exemplo, à culinária. Quem sabe disso surge algo sobre os efeitos dos preços dos ingredientes na alimentação. Um jornalista que se interessa por diversos assuntos vai ter mais recursos para criar matérias diferentes do que alguém que se limita a seu campo de ação”, conclui. 
 
 
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