Polícia Civil paulista já ouviu 18 testemunhas de chacinas em Campinas

As investigações estão sendo acompanhadas pelo Ministério Público estadual, pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil e pelo Departamento de Polícia do Interior de Campinas
 

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou nesta quinta-feira (16/01) que a Polícia Civil já ouviu 18 testemunhas das chacinas ocorridas em Campinas, no início desta semana. A maioria (12) das testemunhas prestou depoimento terça-feira (14/01) e as demais, na tarde de ontem (15/01). A secretaria não revelou identidade de nenhuma das testemunhas.

 

As investigações estão sendo acompanhadas pelo Ministério Público estadual, pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil e pelo Departamento de Polícia do Interior de Campinas (Deinter 2). Como há suspeita da participação de policiais militares na ocorrência – levantada pelas testemunhas –, os trabalhos também recebem apoio da Corregedoria da Polícia Militar.

 

Por volta do meio-dia do último domingo (12), o policial militar Arides Luiz dos Santos foi morto, ao reagir a um assalto na periferia de Campinas. Entre as 23h de domingo e as 2 horas de segunda-feira (13), foram registradas 12 execuções na mesma região, nas partes oeste e sudeste da cidade. A maioria das vítimas foi morta em duas chacinas. Os relatos são de homens encapuzados que usaram pistolas 380 e 9 milímetros para efetuar disparos na a cabeça e no rosto das vítimas.

 

Foram recolhidas 15 cápsulas no local onde quatro pessoas, com idade entre 17 e 30 anos, foram mortas no Recanto do Sol II. Em outro bairro da periferia de Campinas, Vida Nova, cinco pessoas, com idade entre 20 e 24 anos, foram mortas em um único ataque. Três pessoas foram mortas isoladamente.

 

Agência Brasil

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