Repórter da “Tribuna da Bahia” é demitida após plagiar matéria da “Folha”

A repórter do jornal Tribuna da Bahia plagiou uma matéria sobre vendedores ambulantes nas praias
 

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A cidade de Salvador na Bahia é uma cidade com 51km de orla, terceiro lugar mais visitado por turistas brasileiros e o segundo mais procurado pelos estrangeiros, perdendo apenas para o Rio de Janeiro (RJ). Mesmo assim a repórter do jornal Tribuna da Bahia, terceiro maior em circulação da capital baiana, decidiu plagiar uma matéria da Folha de S.Paulo sobre vendedores ambulantes nas praias. 

 
 
A matéria plagiada fala sobre a alta dos preços cobrados pelos vendedores nas praias durante o verão. Natália Cancian, enviada especial ao litoral norte paulista, publicou sua matéria na versão impressa da Folha no dia 5 de janeiro, que conta com entrevista dos vendedores e depoimentos de quem frequenta a praia.
 
Crédito:Reprodução
Matéria original publicada na “Folha de S.Paulo” no dia 5 de janeiro
 
 
No dia 13 de janeiro, a repórter Naira Sodré assinou uma matéria, publicada na versão impressa daTribuna da Bahia, com o mesmo lead. “’O pessoal do cooler está invadindo a praia’, afirma o vendedor Eduardo”, ocultando apenas seu sobrenome – no caso Sheid, publicado na Folha. O texto também foi publicado no site da Tribuna e depois retirado do ar. 

 
 
As semelhanças seguem. Os trechos “Vendedores dizem já sentir queda de até 30% nas vendas nesta temporada” e “A única zona (quase) livre da invasão das caixas térmicas é a que fica em frente a alguns restaurantes badalados” foram reproduzidos na matéria da Naira com poucas alterações. 
 
Crédito:Reprodução
Matéria publicada no dia 13 de janeiro pelo jornal “Tribuna da Bahia”
 
 
Gerson Brasil, secretário de redação da Tribuna da Bahia, disse à IMPRENSA que a repórter foi demitida e que a diretoria do jornal está “conversando” com a Folha de S.Paulo, mas não soube afirmar se a publicação paulista está processando a Tribuna. 

 
 
Sérgio D´Ávila, editor-executivo da Folha de S.Paulo, respondeu à IMPRENSA. “Nosso departamento jurídico ainda analisa o caso específico. Mas vale dizer que a Folha sabe que produzir jornalismo de qualidade custa muito, por isso o jornal tenta proteger seu conteúdo de qualquer tipo pirataria”. 

 

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