Ônibus que transportava operários para obras de complexo no Rio é incendiado

Segundo o 35º Batalhão da Polícia Militar, dois homens em uma moto pararam o veículo e mandaram os funcionários e o motorista saírem
 

Um ônibus de um dos consórcios responsáveis pelas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), foi incendiado hoje desta quinta-feira (06/03), em Itaboraí, na região metropolitana da capital fluminense. Segundo o 35º Batalhão da Polícia Militar, dois homens em uma moto pararam o veículo e mandaram os funcionários e o motorista saírem. Testemunhas disseram que eles estavam armados. Em seguida, eles jogaram gasolina e atearam fogo no veículo. Ninguém ficou ferido.

 

A 71ª Delegacia de Polícia está investigando o caso. Confrontos e violência vêm ocorrendo na região desde o início da greve dos funcionários da obra do Comperj, que já dura 26 dias. No início de fevereiro, dois trabalhadores em greve foram baleados durante manifestação da categoria.

 

O Sindicato dos Trabalhadores do Plano da Construção, Montagem e Manutenção Industrial de São Gonçalo, Itaboraí e Região (Sinticom), que representa os funcionários das obras, condenou o atentado e disse que o movimento grevista não tem nenhuma ligação com o crime.

 

Na semana passada, o Tribunal Regional do Trabalho do Rio considerou a greve ilegal e abusiva e determinou o retorno imediato dos funcionários ao trabalho. Se a medida não for cumprida, o sindicato terá de pagar multa diária de R$ 10 mil.

 

A assessoria de comunicação do Sindicato das Empresas de Engenharia de Montagem e Manutenção Industrial do Estado do Rio de Janeiro, que negocia com os trabalhadores, informou que a liminar era esperada ante as irregularidades para a deflagração do movimento, como a falta de comunicação no prazo necessário e assembleia específica para decidir sobre a greve.

 

No dia 10 de março, haverá assembleia dos trabalhadores às 7h, para decidir se a greve continua ou não. O sindicato afirma que, dos cerca de 28 mil trabalhadores que participam da construção do complexo, aproximadamente 70% estão paralisados. A diretoria do sindicato está impedida de se aproximar do Comperj em razão de duas medidas judiciais, cujo descumprimento pode ser punido com a prisão.

 

Os trabalhadores em greve querem reajuste salarial de 11,5% e elevação do vale-alimentação para R$ 450,00 mensal. O consórcio responsável pela obra oferece aumento linear de 7%.

 

O Comperj será o maior complexo industrial do país. Suas indústrias vão produzir derivados de petróleo e produtos petroquímicos, com capacidade de processamento de 165 mil barris de óleo por dia. A previsão, antes da greve, era que as obras estariam concluídas em 2017.

 

Agência Brasil

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