Rede de conhecimento sobre a Amazônia identificará soluções de desenvolvimento sustentável à ONU

Proposta pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), SDSN-Amazônia é lançada no Brasil e contará com representantes dos três setores da sociedade
 

A Fundação Amazonas Sustentável (FAS), lança no Brasil, a Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável para a Amazônia (SDSN-Amazônia, na sigla em inglês) como parte da Rede de Soluções para Sustentabilidade da ONU (UN-SDSN – sigla em inglês) – que mobiliza conhecimento científico e tecnológico global sobre os desafios do desenvolvimento sustentável. A SDSN-Amazônia contará com a participação de pesquisadores, tomadores de decisões, especialistas e líderes empresariais para catalisar e construir soluções para a sustentabilidade com base em experiências da Amazônia Continental, que abrange nove países. Essas experiências devem ser adaptadas e replicadas para regiões em desenvolvimento com desafios parecidos da Amazônia, como a África Central (Bacia do Congo) e o Sudeste Asiático (Indonésia e Vietnã). Dessa forma, poderão colaborar para o quadro de metas e objetivos para o desenvolvimento sustentável pós-2015.

 

 

 

Por meio de uma plataforma na internet, a SDSN-Amazônia promoverá o diálogo e informará políticos com base em evidências técnicas e científicas sobre as questões e prioridades identificadas pelos governos. Assim, trará soluções embasadas em grande escala, com o engajamento da sociedade civil e apoio de políticas públicas. Isso está intimamente ligado com os desafios que muitos países vem sofrendo, como o Brasil, com altas temperaturas, que geram a seca, falta d’água e até de energia, ou as fortes chuvas, que ocasionam enchentes. 

 

 

 

“O clima está cada vez mais alterado e a população mais pobre é a mais vulnerável às mudanças climáticas e à degradação ambiental. Por isso é necessário integrar as agendas ambientais com os esforços para a erradicação da pobreza. A Amazônia é responsável pelo oferecimento de serviços ambientais cruciais para a regulação do clima e estabilidade de ecossistemas locais, regionais e globais. Isso comprova como os desafios para sua conservação podem ser usados como exemplo para diversas regiões“, comenta Virgílio Viana, superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e presidente da SDSN-Amazônia. 

 

 

 

Viana é vice-presidente do grupo temático para oceanos, florestas, biodiversidade e serviços ambientais e um dos poucos brasileiros que participam da Rede SDSN da ONU. Foi ele quem propôs a criação da SDSN-Amazônia, a única rede criada fora da ONU. A proposta para sua criação surgiu em um dos encontros em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas e contou com apoio de Jeffrey Sachs (líder da SDSN e diretor do The Earth Institute, Universidade de Columbia, EUA).

 

 

 

Estrutura da SDSN-Amazônia

A FAS será a coordenadora da rede e servirá como um secretariado técnico para sua concepção. Apoiará também o trabalho de dois comitês (técnico-científico e político-estratégico), que definirão a missão e visão da rede, bem como a resolução de problemas para a região amazônica.

 

 

Como vice-presidente estará Emma Torres, conselheira sênior do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e coordenadora da Comissão de Desenvolvimento e Meio Ambiente para a América Latina e Caribe. O presidente do comitê técnico-científico será Adalberto Val, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), com o apoio da Academia Brasileira de Ciências. O comitê político-estratégico irá fornecer orientação estratégica para o trabalho da SDSN-Amazônia e reforçar o diálogo entre os diferentes atores e tomadores de decisão. Ele será composto por políticos e formadores de opinião de todos os países da região amazônica.

 

 

Entre os membros da rede estão instituições com um histórico de trabalho na região amazônica, incluindo universidades e institutos de pesquisa, academia de ciências, redes universitárias, instituições regionais, organizações multilaterais, empresas, ONGs, comunidade e grupos indígenas.

 

 

A expectativa é que, com a adesão de outras instituições, elas passem a coordenar outras tarefas. Durante a fase inicial dessa ação, um esforço sistemático será feito para mobilizar as principais instituições de todos os países da Amazônia e garantir o seu envolvimento integral no desenvolvimento da rede, a agenda de trabalho e na sua estrutura de governança. Veja abaixo a lista das instituições que irão comparecer ao evento:

 

 

Banco Mundial

Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS)

Fundação Roberto Marinho

Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio)

Instituto Camargo Correa

Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam)

Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon)

Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)

Ministério das Relações Exteriores (MRE)

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS)

Ministério do Meio Ambiente (MMA)

Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA)

Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) – Bolivia

Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) – Equador

Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)

Schneider Electric

Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS)

Tropenbos International Suriname

Universidade da Guyana

Universidade de Columbia

Universidade Federal do Amazonas  (Ufam)

Vara Especializada do Meio Ambiente e de Questões Agrárias (TJAM)

 

Sobre a FAS: 

A FAS é uma organização brasileira não governamental, sem fins lucrativos, de utilidade pública federal e estadual, criada em 20 de dezembro de 2007, por meio de uma parceria entre o Governo do Estado do Amazonas e o Banco Bradesco. A instituição, a partir de 2009, passou a contar com o apoio da Coca-Cola Brasil e, em 2010, do Fundo Amazônia (BNDES). O principal programa da FAS é Bolsa Floresta, que é o primeiro projeto brasileiro com certificação internacional para compensar as populações tradicionais e manter os serviços ambientais fornecidos por meio das florestas. Além disso, ela desenvolve programas nas áreas de saúde, educação, produção sustentável, gestão, monitoramento do desmatamento e desenvolvimento científico, em parceria com diversas instituições governamentais e não governamentais. Atualmente, a Fundação beneficia 8.855 famílias, em 562 comunidades, em uma área superior a 10 milhões de hectares, em 15 Unidades de Conservação (UCs) do Amazonas.

 

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