Assassinato de líder de oposição leva a greve geral na Tunísia

Os líderes do protesto de hoje prometem uma manifestação pacífica
 

Manifestantes convocaram uma greve geral na Tunísia que deve ganhar a adesão de sindicados e partidos políticos de oposição. A reação ocorre no dia do enterro do líder de oposição Chokri Belaid, assassinado a tiros ao sair de casa há dois dias. A morte do líder gerou protestos no país e várias críticas ao governo.

 

 

A morte de Belaid desencadeou dois dias de violência em todo o país. O enterro de Belaid está marcado para o início da tarde, em Djebel Jelloud, nos arredores de Túnis, capital do país. A morte do líder agravou a crise política no país. O primeiro-ministro da Tunísia, Hamadi Jebali, pediu que o governo seja formado por técnicos.

 

 

A paralisação foi convocada pela União Geral Tunisina do Trabalho (UGTT) e por partidos políticos. O último apelo para uma greve geral foi em 14 de janeiro de 2011 quando houve a queda do governo do então presidente Zine El Abidine Ben Ali. Os protestos, em 2011, iniciaram a chamada Primavera Árabe caracterizada pela reação popular contra governos autoritários.

 

 

O aeroporto de Túnis, o maior do país, estava aberto hoje de manhã. Mas alguns voos foram cancelados devido à paralisação. No país, a maior parte dos voos é controlada pela companhia aérea Tunisair.

 

 

Os líderes do protesto de hoje prometem uma manifestação pacífica. O Ministério do Interior da Tunísia apelou aos cidadãos do país para que redobrem os cuidados e evitem situações de risco.

 

Agência Brasil

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