ONU alerta para aumento do número de refugiados sírios desde janeiro

O levantamento foi publicado em um boletim do departamento de Assuntos Humanitários da ONU
 

O número de sírios que fogem do país em busca de refúgio nos países vizinhos pode chegar a 1,1 milhão nos próximos meses. Desde o início das tensões no país, há quase dois anos, mais de 850 mil sírios deixaram o território de origem. A estimativa apresentada  pela Organização das Nações Unidas (ONU) alerta para o aumento no ritmo das migrações para o Líbano, a Jordânia, a Turquia e o Iraque, que vem se intensificando desde janeiro.

 

Um levantamento feito pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados (Acnur) mostrou que o número de refugiados aumentou em 280 mil este ano. O órgão estima que, todos os dias, 5 mil pessoas cruzem a fronteira da Síria – 36% a mais do que o registrado em dezembro do ano passado.

 

Apenas na Jordânia existem 340 mil refugiados sírios. Desse total, 269 mil foram oficialmente registrados e outros 50 mil aguardam o documento. No Líbano, o número de refugiados chegou a 287 mil. Os sírios já representam, segundo a ONU, 6% da população do país vizinho. Na Turquia, 182 mil refugiados sírios vivem em 17 acampamentos. No Iraque, são 92 mil refugiados.

 

O organismo da ONU também registrou a entrada de refugiados em alguns países do norte de África, como no Egito, onde hoje vivem 18 mil sírios. Há três meses, o número de sírios no Egito não chegava a 9 mil.

 

Os representantes das organizações humanitárias da ONU e não governamentais que trabalham no interior da Síria e com os refugiados nos países vizinhos vão se reunir hoje (19), em Genebra, para estudar medidas para aumentar a ajuda às vítimas da guerra civil. As estimativas apontam a necessidade de ajuda humanitária a quase 4 milhões de sírios.

 

O levantamento foi publicado em um boletim do departamento de Assuntos Humanitários da ONU. Os conflitos armados na Síria começaram há quase dois anos, quando as forças militares passaram a adotar medidas de repressão para conter protestos civis pacíficos.

 

Agência Brasil

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