Suprema Corte dos Estados Unidos debate possibilidade de legalizar casamento gay em todo o país

O governo do presidente norte-americano, Barack Obama, defende o direito de os homossexuais formalizarem o casamento com o argumento de que impedi-los é promover uma “discriminação com base na orientação sexual”
 

A Suprema Corte dos Estados Unidos começa uma série de audiências para discutir a legalização da união entre pessoas do mesmo sexo – o chamado casamento gay. Em 42 estados norte-americanos, a união é proibida. Apenas nove autorizam a união entre pessoas do mesmo sexo. Para especialistas, a tendência é optar por uma solução intermediária, não estendendo a legalização para todo o país.

 

As audiências reúnem nove juízes que avaliarão a constitucionalidade da emenda que proíbe o casamento gay na Califórnia. Depois, eles analisarão a legislação federal. Para os especialistas, o caso da Califórnia pode abrir caminho à legalização da união entre pessoas do mesmo sexo em nível nacional.

 

Os juízes podem decidir estender o direito da união entre pessoas do mesmo sexo para todos os estados norte-americanos ou mantê-los apenas nos nove em que o casamento gay já é autorizado. Atualmente admitem a união para os casais homossexuais os estados de Delaware, Havaí, Illinois, Nova Jersey, Rhode Island, Nevada, Colorado, Oregon e Wisconsin.

 

Na Califórnia, o casamento gay foi reconhecido por apenas seis meses. Mas, em 2008, uma emenda à legislação estadual, denominada proposta 8, validada por intermédio de um referendo, voltou a autorizar apenas o casamento entre homem e mulher.

 

O governo do presidente norte-americano, Barack Obama, defende o direito de os homossexuais formalizarem o casamento com o argumento de que impedi-los é promover uma “discriminação com base na orientação sexual”. Pesquisa de opinião publicada no Washington Post, um dos principais jornais dos Estados Unidos, diz que 58% dos norte-americanos entrevistados são favoráveis ao casamento gay.

 

Agência Brasil

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