Editor do “Clarín” diz que governo quer transformar jornalismo em “campo de batalha”

Para Kirschbaum, polemizar, investigar e refletir todas as vozes é o compromisso do jornalista
 
 
Dia 7 de junho é celebrado o Dia do Jornalista na Argentina. Em um artigo publicado no jornal Clarín, o editor geral do veículo, Ricardo Kirschbaum, questiona se, “em um contexto no qual os obstáculos se reproduzem incansavelmente”, há motivos para a data ser comemorada.
 
Segundo Kirschbaum, nos últimos anos, o Clarín e outros meios de comunicação independentes têm sofrido uma política por parte do governo argentino que “só tende a silenciar vozes”. No entanto, o editor afirma que, mesmo com a medida estatal, o Clarín “permanece como o jornal mais lido do país”.

 
Kirschbaum também defende que, na Argentina, pretende-se transformar o jornalismo “em um campo de batalha militante, dogmático, símbolo da polarização” e que “não ganha quem tem os melhores dados, interpreta a realidade de uma maneira mais acabada, mas aquele que controla o fluxo de informações”. 
 
Em contraponto ao intervencionismo do governo Kirchner, o editor de Clarín destaca as novas tecnologias, que criaram “uma nova maneira de ler as notícias”. De acordo com Kirschbaum, os formatos digitais oferecem novos desafios e riscos, mas “rompem com velhos paradigmas e culturas de trabalho”. 

 

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