Chefe de Direitos Humanos da ONU pede fim da violência no Egito

Segundo informações da ONU, o Conselho de Segurança se reuniu, a portas fechadas, para analisar a situação no Egito
 

bandeira-brancaA alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Navi Pillay, fez um apelo para que todas as partes envolvidas no conflito no Egito iniciem um processo de negociação a fim de frear a onda de violência que se instalou no país deixando centenas de mortos e milhares de pessoas feridas.

 

 

“Lamento a perda de vidas e apelo a todos no Egito para buscar uma saída para a violência. Exorto as autoridades egípcias e as forças de segurança a agirem com a máxima moderação”, disse Navi Pillay, segundo informações da agência de notícias da ONU. “Apelo mais uma vez a todos os lados para o diálogo urgente para evitar mais violência e ódio, com o objetivo de restaurar a ordem constitucional por meio de eleições livres e democráticas”, acrescentou.

 

 

Na quinta-feira (14), as forças de segurança entraram em confronto com manifestantes exigindo a reintegração do presidente deposto, Mohamed Mursi.

“O número de pessoas mortas ou feridas apontam para um excesso do uso da força contra os manifestantes”, disse a chefe da ONU para os Direitos Humanos. “Deve haver uma investigação independente, imparcial e eficaz da conduta das forças de segurança. Qualquer pessoa considerada culpada de delito deve ser responsabilizada”, disse.

 

 

Navi Pillay ressaltou que as forças de segurança devem agir com respeito aos direitos humanos, de liberdade de expressão e de reunião pacífica dos cidadãos. “Toda pessoa privada de liberdade deve ser tratada com humanidade e com todas as garantias judiciais no âmbito do direito internacional”, disse.

 

 

Segundo informações da ONU, o Conselho de Segurança se reuniu, a portas fechadas, para analisar a situação no Egito. “O ponto de vista dos membros do conselho é importante para acabar com a violência no Egito. Houve um desejo comum sobre a necessidade de acabar com a violência e promover a reconciliação nacional”, disse a embaixadora argentina Maria Cristina Perceval, país que ocupa a presidência rotativa do conselho em agosto.

 

Agência Brasil

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