WikiLeaks pede demissão de jornalista da “Time” que propôs assassinato de Assange

Jornalista teria sugerido que um avião não tripulado matasse Assange
 

O jornalista sênior, Michael Grunwald, da revista norte-americana Time, publicou uma mensagem no Twitter no fim de semana sugerindo assassinato do fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

 

Crédito:Reprodução

 

“Mal posso esperar para escrever a defesa de um ataque de drone que acabe com Julian Assange”, disse Grunwald em mensagem.

 

 

De acordo com o Público, as respostas ao tuíte de Grunwald multiplicaram-se. Os usuários da rede condenaram o teor da mensagem e demonstraram surpresa pela posição pública do jornalista. Ele decidiu apagar a mensagem.

 

 

 

“O meu principal problema com isto é que dá aos apoiantes de Assange um belo e seguro complexo de perseguição para se esconderem dentro dele”, publicou na rede social o investigador Bob Hooker, em resposta a Grunwald. O jornalista concordou: “Bem visto. Vou apagar”.

 

 

 

Cerca de 40 minutos mais tarde, o jornalista pediu desculpas. “Foi um tuíte idiota. Sinto muito. Mereço a reação violenta. (Talvez não o material anti-semita, mas o resto fui eu que o pedi)”, completou.

 

 

 

O Wikileaks não ficou contente com o pedido de desculpas de Grunwald. A organização publicou uma imagem com a mensagem do jornalista e exigiu sua saída. “Escrevemos à revista para pedir a demissão de Michael Grunwald. A Time precisa mostrar que jornalistas pedirem o assassinato de outros jornalistas, ou, de fato, de quem quer que seja, nunca é aceitável”, afirmou em nota.

 

 

 

Julian Assange fundou o site no final de 2006 e está desde junho de 2012 na embaixada do Equador em Londres sob asilo político, evitando ser extraditado para a Suécia, onde é acusado de um crime de violação e outro de abuso sexual. O ativista diz temer ser posteriormente extraditado para os EUA, onde seria julgado por espionagem. A revista não tomou posição pública até ao momento.

 

 

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