Paralisação federal obriga Obama a cancelar viagem à Malásia e às Filipinas

Cerca de 800 mil funcionários considerados não essenciais, num total superior a 2 milhões, foram colocados em licença não remunerada
 

A Casa Branca anunciou o cancelamento da viagem do presidente norte-americano, Barack Obama, à Malásia e às Filipinas – as duas últimas etapas de uma viagem ao continente asiático. A justificativa é a paralisação parcial da administração federal dos Estados Unidos.

 

 

No mesmo comunicado, a Casa Branca informou que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visitará os dois países representando Barack Obama. “Logisticamente, não foi possível avançar com essas viagens perante a paralisação da administração federal”, afirmou a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Caitlin Hayden.

 

 

“Uma vez que os dois países eram as últimas etapas da futura viagem do presidente, o nosso pessoal não conseguiu se deslocar ao local e não fomos capazes de avançar com o planeamento das visitas”, disse a porta-voz na nota da Casa Branca.

 

 

O deslocamento à Malásia e às Filipinas do líder norte-americano estava inserida em uma breve viagem à região asiática por ocasião de dois encontros internacionais: o Fórum de Cooperação Econômica Ásia/Pacífico (Apec), que começa na próxima segunda-feira (7) em Bali (Indonésia), e a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) no Brunei.

 

 

A presença do chefe de Estado norte-americano nas duas cúpulas ainda é uma dúvida. Obama devia visitar a Malásia no dia 11 de outubro, seguindo depois para as Filipinas. A saída de Barack Obama de Washington estava inicialmente programada para sábado (5). A porta-voz do Conselho de Segurança Nacional indicou que as duas visitas serão oportunamente reagendadas. Sobre a participação de Obama nas duas cúpulas internacionais, Caitlin Hayden disse que Washington vai continuar avaliando os deslocamentos “em função da evolução da situação durante esta semana”.

 

 

“Para o bem da nossa segurança nacional e da nossa prosperidade econômica, apelamos ao Congresso para reabrir os serviços federais”, concluiu a porta-voz.

 

 

Sem um acordo orçamental entre os democratas de Obama e a oposição republicana, que detém a maioria na Câmara de Representantes (câmara baixa do Congresso norte-americano), os Estados Unidos enfrentam desde terça-feira (1º), início de um novo ano fiscal, uma paralisação parcial dos serviços da administração federal.

 

 

Cerca de 800 mil funcionários considerados não essenciais, num total superior a 2 milhões, foram colocados em licença não remunerada. A situação também obrigou o fechamento de parques nacionais, museus e monumentos públicos, como foi o caso da famosa Estátua da Liberdade, em Nova York. A última paralisação parcial dos serviços federais ocorreu em janeiro de 1996 e durou 21 dias.

 

Agência Brasil

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