China identificou aviões dos EUA em zona de defesa aérea

Com a criação da zona de identificação de defesa aérea, a China exige que os aviões que cruzam o espaço apresentem previamente o plano de voo e se mantenham identificados via rádio
 

O Ministério da Defesa da China informou hoje (27) ter monitorado e identificado os dois aviões da Força Aérea dos Estados Unidos que sobrevoaram ontem (26) a nova zona de defesa aérea do país, que inclui as Ilhas Senkaku/Diaoyu disputadas pela China e pelo Japão. A zona foi estabelecida no sábado (23) e determina que todas as aeronaves que passem pela área se identifiquem, apresentem planos de voo previamente e mantenham contato via rádio.

 

 

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, o ministério especificou que as aeronaves norte-americanas sobrevoaram a área do Mar da China, percorreram a zona de norte a sul e de sul a norte, a cerca de 200 quilômetros (km) a leste das ilhas.

 

 

“A China tem capacidade para efetuar a vigilância e impor o controle”, informou o ministro da Defesa chinês, Geng Yansheng, que não detalhou possíveis represálias em relação aos bombardeiros B-52 dos Estados Unidos.

 

 

De acordo com o porta-voz do Ministério da Defesa da China, Yang Yujun zonas de defesa aérea como a que foi estabelecida são criadas por Estados costeiros com o objetivo de prevenir ameaças aéreas em potencial. O espaço aéreo demarcado fora do espaço territorial, permite que o país identifique e monitore aeronaves. Segundo Yang Yujun a zona de defesa criada de acordo com o direito internacional e com as normas previstas na Carta das Nações Unidas é regulada pelas leis domésticas chinesas.

 

 

A passagem das aeronaves norte-americanas pela zona de defesa na terça-feira (26) ocorreu sem que os pilotos norte-americanos tivessem informado o controle aéreo da China. Nenhum dos aviões carregava armas ou estava escoltado por caças. A rota seguida foi uma manobra de exercícios militares previstos há um tempo, segundo o porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, Steven Warren.

 

 

Conforme o Governo norte-americano os aviões entraram no espaço aéreo da China na segunda-feira (25) – já terça-feira no horário da China. As aeronaves saíram da Base de Anderson, na Ilha de Guam, no Pacífico. O Departamento de Defesa informou que em nenhum momento o Exército ou as autoridades chinesas entraram em contato com as tripulações dos aviões, que retornaram a Guam sem incidentes.

 

 

Com a criação da zona de identificação de defesa aérea, a China exige que os aviões que cruzam o espaço apresentem previamente o plano de voo e se mantenham identificados via rádio. Essa zona também gerou tensão com o Japão, que manifestou preocupação. O Ministério das Relações Exteriores japonês rejeitou a criação da zona e não aceita que ela abarque as Ilhas Senkaku/Diaoyu – reivindicadas também pelo governo o Japão.

 

 

A Coreia do Sul, por meio do Ministério da Defesa, informou que irá discutir com a China a criação da zona de defesa, pois a área atinge uma zona aérea militar coreana e chega a Ieodo, uma rocha submersa que a Coreia considera seu território e estar dentro da sua Zona Econômica Exclusiva.

 

Agência Brasil

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