Cidade da Polícia, no Jacaré, inova com estande de tiros ecológico

Complexo da Polícia Civil será inaugurado este ano e reunirá delegacias especializadas
 

 

A Cidade da Polícia, que está sendo criada com a adaptação de um conjunto de prédios da antiga gráfica da Souza Cruz e a construção de novas instalações, no Jacaré, na Zona Norte do Rio, está na reta final e deverá ser inaugurada entre o final de abril e começo de maio deste ano. O complexo será ocupado pela maioria das delegacias especializadas, hoje espalhadas pela Região Metropolitana, dinamizando o trabalho da Polícia Civil. As obras são executadas pela Empresa de Obras Públicas (Emop), órgão vinculado à Secretaria estadual de Obras, e os prédios serão equipados pela Chefia da Polícia Civil.

Entre as diversas inovações na área de investigação e preparação dos policiais, a Cidade da Polícia contará com uma grande novidade: um estande de tiros de primeiro mundo para aprimoramento de pontaria dos policiais. O local será referência na América Latina por sua tecnologia inédita e preocupação ecológica.

Equipamentos e tecnologia são importados e o projeto desenvolvido por uma equipe de engenheiros da empresa Action Target, de Utah, nos Estados Unidos, especializada em montagem de sistemas balísticos. Já estão montadas as onze baias com as cabines de tiro e instalados os trilhos para alvos móveis que correm e giram em até 360 graus. Os movimentos, ângulos e distância dos alvos podem ser controlados pelo atirador, através de um programa de computador instalado em cada cabine

– Podemos fazer exercícios coletivos, com todos os policiais numa mesma série de tiros, ou programar exercícios individualizados em razão das necessidades de cada atirador – sugere o inspetor Wagner Franco, responsável de Logística e projetos da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

E, em vez de barranco, a cerca de 30 metros foi instalado um para-balas feito de chapas de aço especiais A 500, dispostas em dois níveis. O projétil fura o alvo, bate numa das chapas, de material muito resistente, e cai no desacelerador. A velocidade é reduzida a zero no cilindro e a bala fica depositada para reciclagem.

– Eliminamos três problemas que podem acontecer no antigo sistema, que se chama de barreira: o risco de a bala desviar ou não acertar a barreira e pegar em alguém; a contaminação do solo pelo chumbo; e contaminação de cursos d´água e do lençol freático com a lavagem desse chumbo do solo pela água da chuva. O nosso sistema é seguro e ecologicamente correto – definiu o supervisor do projeto, o arquiteto Paulo de Tarso Carvalho Moreira de Souza.

O sistema se completa com a instalação, atrás do estande, de um coletor de partículas sólidas em suspensão que capta, através de exaustores, os gases da queima da pólvora e resíduos de chumbo e aço gerados pelo impacto dos projéteis no para-balas, filtra e relança o material limpo na atmosfera. Embaixo, um barril recolhe a parte sólida para reciclagem.

Casa de tiros serve para treinos de situações de combate, invasões e resgate

Há também, já instalada no prédio da Semat, uma casa de tiros com onze salas, especialmente preparadas para auxiliar no treinamento de policiais em ações de ataque, invasão de recintos e resgate de sequestrados, entre outras situações. As instalações possibilitam realizar ações o mais realistas possíveis.

O presidente da Emop, Ícaro Moreno Júnior, disse que a empresa aproveitou grande parte dos antigos galpões da Souza Cruz, mas o estande de tiros, o canil, o Esquadrão Antibombas, o quiosque, a quadra poliesportiva, a cabine de medição e as três subestações de geração de energia são construções novas. Com exceção do canil e das subestações, essas instalações já estão prontas, assim como os prédios do setor de segurança e controle e da Unidade de Monitoramento e Inteligência (UMI) que foram remodelados, faltando apenas os equipamentos e o mobiliário.

– Os últimos acertos estão sendo feitos no pavilhão central, onde ficarão as delegacias especializadas, nos prédios da central de Flagrantes e do Bloco Social e no canil, além das obras complementares – completou Ícaro Moreno.

 

 

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