Orquestra Filarmônica do Rio lança campanha por patrocínio

A sede também é usada como depósito dos instrumentos, pois os 75 músicos não têm um local permanente para os ensaios
 

Fundada em 1978, a Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro (OFRJ) está comemorando 35 anos de fundação ameaçada de encerrar suas atividades por falta de patrocínio. Para reverter o estado “terminal” em que o grupo se encontra, o maestro Florentino Dias, fundador e diretor da Filarmônica carioca, lançou no auditório do Museu Naval, no centro do Rio, a campanha Amigos da Orquestra. O objetivo é angariar mantenedores e, a curto prazo, levantar fundos para um concerto comemorativo do aniversário, em maio próximo, no Parque do Flamengo.

 

 

Com 50 anos de carreira, o alagoano Florentino Dias, professor titular da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é um dos mais laureados regentes brasileiros, tendo conduzido orquestras em vários países. Com o fim da orquestra da UFRJ, que ele regia, em 1977, resolveu criar a OFRJ, que ao longo desses 35 anos, foi mantida por doações.

 

 

“Tive até que vender um apartamento para a orquestra não desaparecer, mas tenho esperança de que vamos conseguir empresas que possam nos patrocinar”, disse o maestro. “O Rio precisa de cultura e a população carioca precisa ficar sensível ao que está ocorrendo com a orquestra, que é um patrimônio cultural da cidade”, completou. Florentino Dias estima em R$ 2 milhões o custo mínimo mensal de manutenção da filarmônica.

 

 

O projeto Amor ao Rio, lançado hoje, prevê a criação do clube Amigos da Orquestra, no qual o interessado em ajudar poderá se tornar um colaborador mensal com valores simbólicos que variam de R$ 20 a R$ 60. O dinheiro será usado para o pagamento de despesas como a do aluguel da sede administrativa da filarmônica, no centro do Rio.

 

 

A sede também é usada como depósito dos instrumentos, pois os 75 músicos não têm um local permanente para os ensaios. “Nós ensaiamos, quando temos apoio, do clube Hebraica, em Laranjeiras, ou do Clube Militar, no centro”, disse. Segundo o maestro, a própria agenda de concertos nos últimos anos tem sido irregular, assim como o pagamento aos músicos, que sobrevivem porque trabalham em outras orquestras.

 

Agência Brasil

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