Associação Folia Carioca quer desenvolver projeto de carnaval para o Rio

A reciclagem de materiais é uma das preocupações dos componentes da associação
 

 

Treze blocos e duas bandas integram a Associação Folia Carioca, criada em 2009 pelo jornalista Ricardo Rabelo com o propósito de formular um projeto de carnaval para o Rio. “Havia só uma associação falando em nome de todo o carnaval de rua do Rio de Janeiro. Então, não cabia mais esse monólogo”, brincou Rabelo, em entrevista à Agência Brasil. Até então, só havia a Associação de Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro (Sebastiana).

 

 

A relação entre as duas associações é boa, disse o fundador da Folia Carioca. “Mas temos independência e queremos formular um projeto de carnaval. Porque o crescimento do carnaval de rua do Rio foi muito rápido. De repente, o que ocorreu é que foi se criando um gigantismo, sem infraestrutura adequada para isso”.

 

 

Rabelo destacou que somente a partir dos últimos quatro anos a prefeitura percebeu o problema e passou a organizar os blocos. “A associação foi meio que artífice disso, porque nós sempre pressionamos no sentido de que o Poder Público se engajasse, mergulhasse no carnaval de rua. E deu certo. Hoje, nós temos um carnaval de rua no Rio de Janeiro com 6 milhões de foliões, duas vezes o carnaval de Salvador”.

 

 

As 15 agremiações que participam da Associação Folia Carioca desfilam na zona sul da cidade, na zona portuária e na Tijuca, bairro da zona norte. “Está espalhado. Está bem dividido”. Pela última conta, cerca de 150 mil foliões participam dos desfiles dos blocos do Folia Carioca. Rabelo estima, porém, que esse número será superado no carnaval deste ano. “Hoje, é uma previsão modesta, porque os blocos estão dobrando de público. A cada ano, você espera 5 mil e vão 10 mil. Espera 10 mil e vão 20 mil. É meio assustador, confesso”.

 

 

O jornalista é presidente também do Bloco Bafafá, integrante do Folia Carioca, que este ano completa dez anos de criação. “Começou como uma brincadeira dos frequentadores do Posto 9, na Praia de Ipanema, no sábado após o carnaval”. Animado pela orquestra do Cordão do Bola Preta, o bloco faz uma festa parada. “São quatro horas ininterruptas de festa”. O Bafafá recebeu o nome do jornal que é distribuído gratuitamente no Rio e ficou conhecido como o bloco da paquera. “Quem quiser se arrumar no carnaval, vai para o Bafafá”.

 

 

Os blocos do Folia Carioca estão alegrando a cidade desde quinta-feira (7). “O importante, salientou Ricardo Rabelo, é que o carnaval de rua do Rio bombou. E o propósito do Folia Carioca é exatamente contribuir para formular um programa, um projeto mínimo de carnaval para a gente brincar. Mas brincar direito”.

 

 

A reciclagem de materiais é uma das preocupações dos componentes da associação. Com o patrocínio de uma empresa multinacional do setor de bebidas e o apoio de uma cooperativa de catadores, eles se empenham para recolher todo o material reciclável que fica após a passagem de cada bloco.

 

Agência Brasil

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