Justiça do Rio de Janeiro bloqueia bens de presidente da Riotur

O advogado do presidente da Riotur se disse surpreso com a decisão da Justiça.
 

A Justiça do Rio de Janeiro bloqueou R$ 2,2 milhões dos organizadores dos Bailes da Cidade, realizados no Carnaval carioca de 2011.  Entre os seis réus está o presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello, o Secretário de Turismo e Diretor Presidente, Paulo Rocha Villela; o diretor administrativo e financeiro, Américo da Costa Borges; a L21 Participações Ltda., seu sócio majoritário, Luis André Buono Calainho e a Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes S/A. A ação é um desdobramento do inquérito que investiga a regularidade do emprego de verbas públicas no carnaval carioca. A Promotoria informou que instaurou outros dois inquéritos civis para investigar os bailes que ocorreram em 2012 e os promovidos no carnaval deste ano.

 

 

A decisão do desembargador Custódio Tostes levou em conta um pedido do Ministério Público estadual revelando que a L21, organizadora dos eventos, recebeu da Riotur R$ 2 milhões sem licitação para realizar um baile com cobrança de ingressos, rendendo à L21 R$ 3 milhões.

 

 

Os advogados dos réus informaram que esperam a publicação da decisão para decidirem a melhor estratégia de defesa a ser adotada. O advogado do presidente da Riotur, Fabiano de Castro Robalinho, se disse surpreso com a decisão da Justiça.  Segundo eles, há quatro meses, o desembargador Custódio Tostes negou o pedido de bloqueio de bens dos réus e ontem voltou atrás. Ainda são responsabilizados na ação Paulo Roberto Villela e Américo Borges, ex-diretor de operações e diretor administrativo financeiro da Riotur, respectivamente.  A decisão que bloqueou os bens do presidente da Riotur é passível de recurso.

 

 

Durante os procedimentos jurídicos foi descoberto ainda que a L21, cujo sócio majoritário é o empresário Luís Calainho, tem sede no endereço de sua casa no bairro de Moema, em São Paulo.  A empresa não tem funcionários registrados e seu capital social é de R$ 1 mil. Para o Ministério Público, percebe-se evidente fraude.

 

De acordo com o Ministério Público do Rio este é o número do Processo:  0238809-53.2012.8.19.0001

 

Redação com fontes

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