Sérgio Cabral admite falha no sistema de segurança de Bangu

Uma sindicância interna foi aberta para apurar a fuga.
 

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), reconheceu na terça-feira (5) que houve falha no sistema de segurança do presídio Vicente Piragibe, no Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio. No domingo (3), 31 presos fugiram da prisão pela tubulação do esgoto.  “Em todo o sistema o coronel César Rubens [secretário de Administração Penitenciária] convocou todos os agentes penitenciários para fazer varreduras, checagem por checagem. Houve uma falha, temos que verificar [os problemas]”, disse o governador. A Corregedoria da Seap também já começou a ouvir carcereiros e os presos recapturados.

 

 

Cabral ainda disse lamentar pelos presos que fugiram do presídio já que, segundo ele, a maioria estava prestes a obter redução de pena. “Eu lamento por eles. Eles estavam no regime semi-aberto. Só não estavam trabalhando fora porque, como é praxe e obrigação, não chegou nenhum carta oficializando sua contratação. Estavam aguardando às vésperas de ter um novo regime, de sair do semi-aberto para o convívio familiar sem a algema eletrônica, na iminência de recuperarem a liberdade. Ao serem recapturados, vão perder tudo isso. Vão para presídios internos, ficar 24 horas presos, e vão deixar de ter a pena reduzida e ter a punição devida. Sinceramente lamento que não tenham enxergado”, disse ele, na Assembleia Legislativa do Rio.

 

 

Dos 31 presos que escaparam, quatro já foram recapturados. “Certamente a polícia vai encontrar esses foragidos”, defendeu o governador.

 

 

Os detentos recapturados são Antônio Luis de França, Rafael Silva Souza, Reginaldo Fernandes da Silva e Rogério Fernando Cunha de Abreu. Policiais militares fazem operações nas favelas de Vila Kennedy e Metral, também na zona oeste, para tentar encontrar os outros 27 fugitivos.

 

 

BANGU

O conjunto de penitenciárias de Bangu, oficialmente chamado de Complexo de Gericinó, reúne 25 unidades prisionais, incluindo aquelas consideradas de segurança máxima (o que não é o caso do Instituto Penal Vicente Piragibe).

 

 

Em outubro de 2011, a Defensoria Pública do Rio obteve uma liminar que proibiu Vicente Piragibe de receber novos presos. Na época, o presídio comportava 1.444 detentos, mas uma inspeção da Defensoria identificou 2.268 presos no local, quase o dobro da capacidade máxima.

 

Fonte: Folha.com

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