Bope e BPChoque fazem reunião para orientar moradores do Caju e Barreira do Vasco

Mais de 500 pessoas puderam fazer solicitações e tirar dúvidas sobre o processo de ocupação das comunidades
 

Com objetivo de estreitar o relacionamento com as comunidades do Caju e Barreira do Vasco, os comandantes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque (BPChq) se reuniram na sexta-feira (8/3) com os moradores para esclarecer aspectos do processo de pacificação que começou há menos de uma semana. Mais de 500 pessoas estiveram nos dois encontros para participar do bate-papo, tirar dúvidas e fazer reivindicações.

 

Trazendo questões sobre cumprimento da legislação, o comandante do BPChoque, tenente-coronel Fábio Almeida de Souza, esclareceu que a polícia não é contra as manifestações culturais, mas elas precisarão seguir a Resolução 013. Assinada em 2007, ela determina a autorização prévia das autoridades de segurança pública na realização de eventos artísticos, sociais e desportivos. Para solicitar liberações de festas, os moradores receberam o celular direto do capitão Lima Ramos, relações públicas do BPChoque.

 

– Não é para cercear a cultura. Não somos contra o baile, mas é preciso cumprir a resolução e ter o nada opor da polícia, da prefeitura, da Cet-Rio, dos bombeiros. Não queremos que ninguém perca a vida, como aconteceu na boate em Santa Maria (no Rio Grande do Sul) – afirmou o comandante.

 

Preocupados com suas atividades comerciais, os moradores foram esclarecidos que a polícia não vai fiscalizar a documentação dos estabelecimentos e sequer impedir o funcionamento dos mesmos. De acordo com representantes da Secretaria de Governo convidados para a reunião, o processo de formalização ocorrerá com a chegada no Sebrae, em um segundo momento.

 

– A Secretaria do Trabalho vai começar, a partir da terça-feira (12/3), a percorrer as comunidades para oferecer primeira e segunda vias da carteira de trabalho, além de inscrição ao banco de empregos. A Fundação Leão XIII está se preparando para fazer ação social com diversos órgãos. Já estamos vistoriando, com a Cedae, as demandas. Depois disso, chegaremos com o Sebrae para ajudar na formalização de comerciantes e mototaxistas – explicou Leonardo Cunha, assessor da Supervisão Regional CAP-3 da Secretaria de Governo.

 

Um dos moradores que estava ansioso por regularizar sua atividade era o comerciante Manoel de Araújo, de 50 anos. Para ele, a chegada da polícia vai representar muitas oportunidades.

 

– Tenho um comércio na calçada e quero legalizar, virar um empreendedor individual. Pela primeira vez, em 50 anos, estou vendo esse movimento. Espero que haja mesmo a paz que precisamos e que com ela venham os benefícios – disse o comerciante.

 

Aos motoristas de vans e mototaxistas, o major Ivan Blaz, relações públicas do Bope, pediu que eles cumpram as determinações, como andar com carteira de habilitação e usar coletes numerados. Presente em diversas comunidades durante o processo de pacificação, Blaz notou um diferencial no Caju e Barreira do Vasco.

 

– Noto uma positividade muito grande. Eles sabem que é uma mudança um pouco traumática no começo, mas que trará o bem. Os moradores querem colaborar, acertar. São comunidades ativas, com muita vida. No Caju, estão ansiosos por serviços públicos, já na Barreira do Vasco estão sedentos por cultura, lazer e teatro. É fácil trabalhar quando as pessoas estão juntos – afirmou o major.

 

A comandante da ocupação pré-UPP Caju/Parque Alegria/Barreira do Vasco, major Alessandra Carvalhaes, pediu a colaboração dos moradores com denúncias e disponibilizou seu telefone para também receber pedidos e reclamações: 8596-7703.

 

– Considerávamos como uma região crítica, mas os moradores estão nos surpreendendo. Estão colaborando através dos canais de denúncia e a UPP está fazendo o diagnóstico dos pontos críticos – afirmou a major.
Os moradores também receberam do comandante o telefone da P-2 do BPChoque (2332-8486) para denunciar possíveis desvios de condutas dos policiais.

 

Governo do Rio

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