Águas minerais reduzem emissão de plástico

Novos investimentos privilegiam sustentabilidade, mudam formato e peso das embalagens e permitem redução no uso do plástico
 

As fábricas da Minalba e da Indaiá, marcas da maior empresa de água mineral no Brasil, estão colhendo os frutos dos investimentos realizados em sustentabilidade. O processo de melhoria contínua das embalagens fizeram com que a empresa reduzisse em 2,2 mil toneladas nos últimos três anos a utilização de plástico em suas garrafas de água mineral.

 

 

“Todas as novas linhas de produção que estão sendo instaladas para a ampliação das fábricas levam em conta a questão da sustentabilidade, isso tem um impacto direto na redução do peso das embalagens da Minalba e da Indaiá” diz Francisco Sales, gerente industrial da superintendência de águas do Grupo Edson Queiroz, maior envasador de água mineral do país.

 

 

Com isso, as garrafas de água sem gás de 500 ml da Minalba e da Indaiá passaram de 18g para 13,8g. Todas as outras embalagens tiveram seus pesos reduzidos. Rótulos e tampas também ganharam novas versões – menores, mais finos e mais leves que os anteriores.

 

 

“A redução pode ser ainda maior, já que temos como adequar nossos equipamentos para que produza garrafas de água sem gás de 500 ml com apenas 12g de plástico”, revela Sales. Para isso, porém, a companhia precisa de uma autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), que regula o setor.

 

Essa forma de produção – que dispensa a estocagem em silos de garrafas vazias antes de serem envasadas – já é utilizada nos EUA e na Europa e no Brasil o grupo foi o primeiro a pedir para produzir nesse sistema, porém, até agora o DNPM ainda não se manifestou.

 

 

As mudanças, porém, não se limitam à redução do peso da garrafa. A companhia também acaba de iniciar a produção com uma nova tampa de apenas 1,7g para garrafas de água sem gás de 1,5 litro. Essas tampas substituem a anterior que pesava 2,8g. A mudança proporcionará uma economia de 44,2 toneladas de plástico por ano apenas nesse formato de embalagem. Nos próximos meses a evolução deve abranger toda a linha de produtos sem gás e aumentar ainda mais a economia de plástico.

 

 

Além disso, foi retirado o pigmento das embalagens para facilitar a coleta seletiva e adotado o reuso da água de rinsagem nos processos de refrigeração dos equipamentos. A espessura do plástico filme que embala os pacotes de garrafas também foi reduzida.

 

 

O próximo alvo da companhia agora é a redução do garrafão de 20 litros. Deve entrar em operação em 2013 uma nova linha de produção na fábrica de Santa Rita (PB) que vai reduzir em mais de 15% a utilização do policarbonato, plástico utilizado na fabricação dessas embalagens. Com isso, os garrafões de 20 litros devem passar das atuais 900g para 750g num futuro próximo.

 

 

Isso significa uma redução adicional de 145 toneladas de plástico. Esses novos garrafões devem começar a ser distribuídos principalmente nas Regiões Norte e Nordeste envasados com água mineral Indaiá. Após o fim de sua vida útil de três anos, essas embalagens retornáveis, são destruídas e enviadas para reciclagem.

 

 

A redução do peso das embalagens e, consequentemente, a utilização de plástico nas garrafas é uma preocupação contínua da companhia e começou a mais de 15 anos dentro da empresa.

 

 

“Inicialmente, a redução de custos era o fator mais importante nesse processo. Porém, de alguns anos para cá, a preocupação com sustentabilidade se tornou fundamental no dia a dia da companhia e acabou se tornando um incentivo até maior do que a economia gerada, por isso, passou-se a investir mais fortemente nesse processo e a medir os resultados”, afirma o gerente industrial da Minalba e da Indaiá.

 

 

Os investimentos realizados nas três fábricas do grupo – localizadas em Campos do Jordão (SP), Dias D’Ávila (BA) e Santa Rita (PB) – foram aplicados em compras de novos equipamentos e adequação do maquinário instalado, mas sempre tendo em vista a necessidade de redução do peso das embalagens.

 

Caroline Cruz | Relações com a Imprensa

Informação Estratégica

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