Governo capacita 800 PMs para atender o público LGBT

Expectativa é de que mais 4 mil policiais militares e civis sejam qualificados até dezembro de 2013
 

 

As secretarias de Assistência Social e Segurança concluíram, nesta quarta-feira (17/4), um projeto-piloto de capacitação de policiais militares voltado ao atendimento da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). O ciclo de palestras que qualificou 800 PMs dos 19º e 23º BPMs, ambos na Zona Sul, faz parte de uma iniciativa que pretende formar aproximadamente 4 mil policiais militares e civis em todo o estado, entre junho e dezembro. Com o nome de Jornada de Segurança Pública e Cidadania LGBT, o projeto tem lançamento previsto para o dia 4 de junho.

 

– O projeto-piloto serviu para que a gente aprimorasse a metodologia e os conteúdos expostos para o programa que vamos lançar em junho com a cúpula das polícias Militar e Civil, onde vamos percorrer todas as regiões fluminenses. Teremos em torno de 15 encontros espalhados pelo estado inteiro – explicou o superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos do Governo do Estado e coordenador do Programa Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento.

 

Claudio Nascimento, Tatiane Cury e Luiz Octávio, Comandante do 23 BPM.

Cerca de 60 policiais do 23º BPM – que compreende os bairros de Ipanema, São Conrado, Gávea, Jardim Botânico e Leblon – participaram do último encontro do ciclo de palestras de formação para o atendimento ao público LGBT. No total, 600 profissionais da unidade foram qualificados no curso que tratou de temas como Procedimentos de Abordagem Policial, Questões de Preconceito e Discriminação e Atendimento ao Cidadão. Duzentos PMs do 19º Batalhão (Copacabana e Leme) já haviam concluído a capacitação.  – Queremos mostrar que o policial precisa respeitar o LGBT. Ele não pode esquecer que é um servidor público e que deve atender todo cidadão indistintamente independente da sua orientação sexual, raça, religião e gênero. Esta é a mensagem que queremos passar para os policiais nestas formações e acho que temos conseguido – ressaltou o superintendente.

 

Para o comandante do 23º BPM, tenente coronel Luiz Octávio Lima, o curso foi proveitoso porque ajuda o policial militar a proceder nas ruas e a melhorar o atendimento dado ao público LGBT.   – Está sendo de extrema importância este processo de capacitação do efetivo para que o policial saiba, principalmente no momento da abordagem policial, qual será o melhor procedimento – explicou o comandante.

 

A proposta de formação também foi aprovada pelo capitão da PM, Jan Creveld, de 32 anos.  – Somos de maneira geral os primeiros a chegar para atender vítimas em qualquer situação, por isso precisamos saber realizar o atendimento a grupos vulneráveis incluindo os casos de combate à homofobia – disse o policial.

 
 
GOVERNO  DO  RIO

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