Parque Alegria e Barreira do Vasco comemoram um mês de pacificação

Moradores das comunidades da Zona Norte sentem mudança na rotina com a chegada de dias mais tranquilos
 

Um mês depois da ocupação, as comunidades do Parque Alegria e da Barreira do Vasco, na Zona Norte, comemoram os novos tempos de paz. Agora sem a rotina de conflitos armados, os moradores fazem planos para aproveitar as oportunidades que chegam com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

Dono de um bar em uma das principais ruas do Parque Alegria há dois meses, Genilson de Oliveira, de 42 anos, espera transformar o seu espaço em um point da comunidade. Ele apenas aguarda a instalação definitiva da Unidade de Polícia Pacificadora para colocar o planejamento em prática.

– Quero fazer tudo legalizado, promover serestas, forrós, e outras festas para os moradores aproveitarem. Vou procurar saber como organizar o espaço e os horários para a música. Agora as pessoas circulam mais – afirmou o comerciante.

Morador do Parque Alegria há 15 anos, Genilson diz que dias de tranquilidade estão mudando o dia a dia dos moradores e que os filhos podem ir e vir sem perigo de ficar no meio de uma troca de tiros.

O mesmo clima toma conta da Barreira do Vasco. Costureira e moradora da comunidade há 40 anos, Maria de Fátima de Souza, 66, conta que antes da pacificação, o curso que ministra na associação de moradores ficava vazio. Para a última turma que abriu, teve que dispensar alunos.

– As pessoas tinham receio de frequentar as aulas, de andar pela comunidade. Desde a pacificação, tivemos 60 alunos e só não temos mais porque não temos lugar para tanta gente – disse Maria de Fátima, que também contou que as ruas estão mais limpas e a iluminação pública melhorou.

O segundo sargento do Bope Carlos Soares afirmou que, um mês depois, a aceitação das duas comunidades é muito boa e que os moradores se mostraram receptivos às propostas da pacificação.

– Desde a nossa entrada, na reunião, convocamos os gestores dos serviços essenciais para participar. O Bope também ajuda no alinhamento das necessidades da comunidade, direcionando os líderes comunitários para que os serviços possam chegar – explicou Soares.

 

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