Poluição ambiental na baixada

Bolsão composto por lixo, esgoto, lama e óleo está localizado na foz dos rios Sarapuí e Iguaçu, em Duque de Caxias: risco potencial ao meio ambiente e à Baía de Guanabara
 

Um bolsão de 3 milhões de metros quadrados de poluição, localizado na foz dos rios Sarapuí e Iguaçu, em Duque de Caxias, é um risco potencial às cidades da Baixada Fluminense e à Baía de Guanabara. Composto por lixo, esgoto, lama e óleo, não representa apenas mais sujeira nas águas. Para a população, é uma ameaça real de mais enchentes e epidemias.

 

 

De acordo com o ambientalista Mario Moscatelli, autor do registro aéreo do bolsão, a transformação da bacia hidrográfica da Baía de Guanabara num imenso valão de esgoto e lixo tem consequências de natureza ambiental, de saúde pública e socioeconômica. Para o meio ambiente, há uma perda da biodiversidade de toda a região, sobrevivendo nos rios apenas as espécies capazes de suportar a presença humana e sua degradação associada.

 

 

Inúmeras doenças por veiculação hídrica podem ser contraídas nas águas pútridas dos rios da região, variando de micoses a gastroenterites e hepatite: “Cair nesses corpos d’água é de fato perigo para a vida de qualquer ser humano.” Já no aspecto socioeconômico, ele explica que, com a transformação dos rios em valões de esgoto, perdem-se serviços. “Atividades econômicas diversas, do ecoturismo à pesca comercial e artesanal, do esporte de competição ao de lazer”, enumera.

 

 

 

A presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, afirmou que “o cenário poderia estar pior” se não fosse o Projeto Iguaçu, que já retirou 5 milhões de metros cúbicos de sedimentos da área de 2008 para cá. A segunda fase do programa, segundo ela, aguarda licitação e terá R$ 415 milhões de orçamento para dragagens dos rios da Baixada, a retirada de um milhão de metros cúbicos de sedimentos e para o reassentamento de 2.500 pessoas que moram nas margens dos rios.

 

 

Já a Cedae informou que o monitoramento e o combate à poluição e ligações clandestinas em rios são atribuições do Inea, mas a companhia já realiza o tratamento de esgoto captado em parte da região da Baixada na Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Sarapuí, que trata 1.500 litros de esgoto por segundo.

 

Agência O Dia 

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