Projeto Comunidades Verdes forma sua primeira turma

Mais de 100 alunos de áreas pacificadas fizeram curso de cultivo de mudas
 

Após quatro meses de aulas teóricas e práticas de técnicas de cultivo e plantio de mudas, os 120 alunos da primeira turma do projeto Comunidades Verdes, da Secretaria do Ambiente, receberam seus certificados de formação. A cerimônia aconteceu nesta quinta-feira (11/4) no auditório da sede da secretaria, no centro do Rio.

 

O local foi decorado com flores e mudas, muitas delas cultivadas pelos próprios formandos nos hortos comunitários criados durante as aulas práticas do projeto.

 

– No Comunidades Verdes trabalhamos transformando áreas degradadas em um espaço para a coletividade – disse o secretário do Ambiente, Carlos Minc.

 

Realizado em parceria com o Instituto de Estudos da Religião (Iser), que atua em diversas áreas ligadas à cidadania, o projeto vem sendo desenvolvido em quatro comunidades pacificadas do Rio, chamadas de Núcleos Verdes: Batan, Fogueteiro, Formiga e Complexo do Alemão.

– Tínhamos que entender o cotidiano dos moradores, a rotina de cada comunidade, para criar projetos que provassem que é possível gerar desenvolvimento econômico, sustentável, levando em consideração o capital humano – afirmou a coordenadora-geral do projeto, a superintendente de Território e Cidadania, Ingrid Gerolimich.

 

Os alunos receberam uma bolsa mensal no valor de R$ 120. Ao fim dos quatro meses de curso, 30 dos 120 alunos foram selecionados pela coordenação de cada núcleo, formada por dois moradores, para atuar como jardineiros comunitários.

 

Segundo o coordenador do Iser, Pedro Strozenberg, os 30 jardineiros comunitários passarão, pelos próximos seis meses, pelo aprimoramento das técnicas ensinadas, e atuarão com multiplicadores da iniciativa, recebendo uma ajuda de custo mensal de R$ 300.

– Mais do que a conclusão de uma capacitação, esse diploma também representa que vocês foram envolvidos no processo da gestão pública. Ele alerta sobre o lugar que vocês têm na sociedade e sobre o papel que devem cumprir, como atores sociais, que conhecem e cuidam das suas comunidades – explicou Strozenberg.

 

Cada núcleo conta com a infraestrutura necessária para a criação de viveiros para o cultivo de hortaliças, mudas para recuperação ambiental e paisagismo funcional.

 

Minc disse ainda que, paralelamente, estão sendo estabelecidas parcerias, como com o Sebrae, para que o projeto possa ser financeiramente viável e estruturalmente pedagógico.

 

– Uma iniciativa como essa não pode ficar dependente. Os governos podem mudar, mas o projeto tem que garantir sustentabilidade financeira para seguir – disse o secretário.

 

Governo do Rio

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