Escola que forma profissionais para o carnaval precisa de ajuda para se manter

O projeto, que já formou mais de 2 mil casais de mestre-salas e porta-bandeiras, busca recursos
 


 

 

A escola do Mestre Dionísio que funciona no Sambódromo e retorna as atividades neste sábado, dia 11 de maio, formando casais de Mestre-Sala, Porta-Bandeira e Porta-Estandarte passa por um período difícil.

 

 

O guerreiro e fundador do projeto, Manuel Dionísio, que com a ajuda de amigos arca com os custos do projeto, também mantinha a escola através da venda de produtos ligados ao samba, mas após o incêndio que destruiu a loja de suvenires em outubro de 2012, no sambódromo, a Prefeitura do Rio proibiu o mestre de vender presentes e lembranças de Carnaval o que diminuiu a receit da escola.

 

O local abrigava a “Exposição de Fantasias — Existência e Resistência Cultural”, e destas vendas o criador e mantenedor do projeto  ganhava a maior parte do dinheiro necessário para tocar o trabalho, que, ao longo de seus 23 anos, formou alguns dos mais importantes mestre-salas e porta-bandeiras do carnaval carioca.

 

 

Sem o dinheiro necessário o futuro da escola foi ameçado, até mesmo o reinício das aulas gratuitas oferecidas a mais de 200 crianças, em grande maioria de comunidades carentes. Porém, a Riotur garantiu que a escola seguirá usando o espaço localizado no Setor 2 do Sambódromo, mas sem as vendas e sem patrocínio o projeto está em risco.

 

A escola tem gastos mensais de cerca de R$ 12 mil. Ela conta com 11 instrutores, psicóloga, monitor, operador de som, atendente e assessoria jurídica, entre outros profissionais.

 

Em outubro de 2012, a Riotur anunciou que daria apoio necessário para o projeto. Mas o diretor de operações especiais da Riotur, Gustavo Mostof, ainda não definiu como será a ajuda: “A escola não pode depender do poder público. Precisa transformar esse projeto, que é belíssimo, em algo autossustentável. Dar aula para turistas, workshops e palestras são opções para conseguir dinheiro”.

Sobre o incêndio, Mostof disse: “A venda de produtos não é a expertise de Dionísio. Sua especialidade é a arte de ensinar”.

 

As aulas retornam dia 11 de maio


As atividades da escola de Dionísio recomeçam no sábado, dia 11 de maio. “Estou preocupado com o projeto. Servimos cem lanches àqueles que vão às aulas em cada sábado e nem para isso temos verba”, diz o sambista.

A escola tem alunos e ex-alunos defendendo agremiações de todos os grupos, desde a Série A até o Acesso E, no Rio. Além disso, tem núcleos em outros estados, mantidos pelas cidades que solicitam sua instalação. Apenas no Rio ela enfrenta dificuldades.

 

O projeto já formou no Rio mais de 2 mil casais de mestre-salas e porta-bandeiras. São nomes como Rafaela Theodoro, que brilhou à frente da Imperatriz Leopoldinense neste ano, e Raphael Rodrigues, que representa a Mangueira.

 

Redação com fontes

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