Faperj investe R$ 34 milhões em programas científicos

Ao todo, 232 profissionais foram beneficiados com verba para pesquisa e bolsas de estudo
 

Projetos de 232 pesquisadores receberam seus termos de outorga da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), em cerimônia realizada ontem, no Palácio Guanabara. A fundação lançou sete editais, com cerca de R$ 34 milhões de investimentos, que serão destinados a desenvolvimento de programas científicos e bolsas de estudos.

 

 

O presidente da Faperj, Ruy Garcia Marques, destacou que o cumprimento da constituição estadual – que determina repasse de 2% da arrecadação tributária líquida para a fundação – foi essencial para impulsionar a pesquisa científica em todo o estado. Embora esteja previsto na lei, o índice apenas começou a ser respeitado integralmente a partir de 2007.

 

 

“Isso possibilitou que apoiássemos a recuperação da infraestrutura de pesquisa das instituições e que investíssemos em todas as áreas do conhecimento nos 92 municípios. Antes, apenas 12 eram contemplados” afirmou o presidente.

 

 

 

Aumento na bolsa para pós-doutorado

 

Ruy Garcia Marques também anunciou o aumento no valor da bolsa de estudo na categoria Pós-doutorado nota 10, beneficiando os 30 recém- doutores selecionados. O valor subiu de R$ 4,7 mil para R$ 5,2 mil mensais, durante os três anos de vigência do apoio.

 

 

“É uma forma de evitarmos a evasão dos nossos doutores para outros estados ou países” disse Marques.

 

 

Entre os 28 programas contemplados da categoria Apoio ao Estudo de Temas Relacionados à Saúde e Cidadania de Pessoas Idosas-2013, está o do pesquisador da FioCruz Pedro Acero. Com o seu projeto, ele pretende encontrar meios de proporcionar mais qualidade de vida à terceira idade.

 

 

“O objetivo é estudar os fatores genéticos para encontrarmos possíveis soluções aos problemas. Para isso, vamos acompanhar 1,7 mil idosos por cinco anos” afirmou o pesquisador.

 

 

Já incluída em dois programas anteriores da Faperj, a cientista Flávia Alcântara conseguiu uma outorga na categoria Apoio a Projetos Temáticos no Estado do Rio de Janeiro. Com o investimento, ela poderá dar continuidade aos estudos sobre como os problemas de comunicação entre os neurônios estão relacionados a doenças neurodegenerativas.

 

 

“Nessa segunda etapa, vamos tentar entender como esses erros de comunicação entre os neurônios ocorrem em determinadas doenças” explicou Flávia.



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