Floricultura fluminense se profissionaliza em busca de novos mercados

Programa Florescer, da Secretaria de Agricultura, investe na padronização de flores para aumentar competitividade
 

O programa Florescer, da Secretaria de Agricultura, iniciou o trabalho de orientação com produtores dos municípios de Bom Jardim e Nova Friburgo, na Região Serrana, para definir os critérios de padronização e qualidade das flores que vão para o mercado. O objetivo é criar um diferencial na definição de preços do produto e fortalecer a marca dos floricultores.

As rosas, crisântemos e alstroemérias – que têm maior volume de comercialização – devem ser as primeiras espécies classificadas. A partir da adoção dos itens de padronização, as flores precisam apresentar o mesmo comprimento, espessura e peso das hastes, assim como ponto de abertura dos botões e grau de maturação iguais.

– Estamos adotando os critérios exigidos pelos mercados internacionais e nacionais – explicou a gerente do programa Florescer, Nazaré Dias.

A expectativa é de que em seis meses todos os produtores no estado estejam adotando os critérios de classificação. Para isso, eles serão preparados através de palestras educativas e trabalho de campo, que vai mensurar todos os atributos para cada espécie.

Outro passo importante para a abertura de novos canais de negócio foi dado, no início deste ano, com a criação da marca Afloralta para os floricultores de Friburgo, principal área de produção fluminense.

As embalagens dos produtores da região também foram padronizadas para o atacado e varejo através do programa Florescer, que atuava na melhoria da produção, mas avançou para a pós-colheita, voltada para a comercialização.

 

Setor movimenta R$ 470 milhões em 2012

 

Um dos segredos do sucesso do Florescer foi o investimento da Secretaria de Agricultura em todo o processo produtivo de flores. Foram feitas melhorias nos sistemas de fornecimento de energia elétrica e água, e estradas da região receberam pavimentação para melhorar o escoamento da produção.

 

Como resultado, o setor movimentou em 2012 R$ 470 milhões, um aumento de mais de 60% com relação ao ano anterior. O Rio de Janeiro, que ficava entre a quarta e quinta posições no ranking nacional de maiores produtores, chegou até a vice-liderança, depois do estado de São Paulo.

 

O programa estadual oferece aos floricultores financiamentos a juros baixos e planos de pagamento facilitados, além de treinamento e capacitação para os produtores aproveitarem ao máximo suas colheitas. A ação também promove seminários e cursos para atualizar os floricultores sobre as novas tendências do mercado.

 

Governo do Rio

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