Mães participam de ação contra violência no trânsito no centro do Rio

Ato faz parte da 2ª Semana de Segurança do Trânsito das Nações Unidas
 

Uma ação contra a violência no trânsito foi realizada, na sexta-feira (10/5), no centro do Rio. O ato, idealizado pelo Detran e pelo RIOSOLIDARIO – Obra Social do Rio de Janeiro, contou com a participação de mães que perderam seus filhos em acidentes de trânsito. A iniciativa integra a 2ª Semana de Segurança do Trânsito das Nações Unidas, que acontece até domingo (12/5), onde o tema abordado é o pedestre.

Segundo a diretora de Habilitação do Detran, Janete Bloise, a educação no trânsito deve ser ensinada à pessoa desde a fase infantil.

– Todos nós somos responsáveis pelo o que acontece nas vias – explicou Bloise.

Ao momento em que os sinais das esquinas da Avenida Rio Branco e da Rua da Assembleia eram fechados, aproximadamente 30 estagiários do RIOSOLIDARIO, abriram faixas alusivas ao acontecimento. A ideia foi mostrar o contraste entre a violência do trânsito e o cuidado das mães com a vida dos seus filhos.

– O processo a ser desenvolvido nestas campanhas educativas em parceria com o Detran tem como objetivo mostrar que formar não é somente transmitir conhecimento. É criar possibilidades para a produção e construção, desenvolver o potencial, estimular a reflexão crítica, promover a cidadania e oportunizar a vivência de experiências laborativas em espaços empresariais – afirmou a gerente dos programas Emplacando Vidas e Passo a Passo, Simone Pereira, ambos do RIOSOLIDARIO.

Maria Célia Novaes, de 51 anos, contou sobre a forma trágica em que perdeu seu filho em decorrência de um acidente de trânsito.

– Perdi o meu filho mais novo em fevereiro deste ano. Ele estava pilotando uma moto, em Madureira, onde aconteceu uma colisão com uma Kombi. É preciso ter muita cautela e atenção nas ruas – disse Maria Célia.

Ao mesmo tempo, mães que perderam seus filhos em acidentes de trânsito, vestindo camisetas com as fotos deles, entregaram vasos com flores a condutores que agiram dentro das normas que regulam o tráfego.

Prudenciana Azevedo, que teve a filha morta por um motorista que não prestou socorro, ressaltou a ação ser essencial este tipo de ação.

– As regras de trânsito devem ser respeitadas. Quanto mais cedo a pessoa ser ensinada, melhor – contou Prudencia.

 

Governo do Rio

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