Médico norte-americano faz reciclagem em hospitais do Rio de Janeiro

Cirurgião já trabalhou nas guerras do Iraque e Afeganistão
 

Acostumado a cuidar de feridos por explosões de bombas, o cirurgião Woodrow Twigtht Frisbee veio ao Rio de Janeiro fazer uma reciclagem nas unidades cariocas. Há duas semanas, o médico que já atuou nas guerras do Iraque e Afeganistão troca experiências com brasileiros nas emergências de hospitais, como Miguel Couto, Lourenço Jorge e Getúlio Vargas.

 

Nesta quinta-feira (30/05), doutor Frisbee voltou pela segunda vez ao Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, para acompanhar o plantão na unidade que realiza cerca de 15 mil atendimentos mensais. Logo no primeiro caso, ajudou a cuidar de um paciente com suspeita de apendicite para, em seguida, auxiliar nos casos de observação no setor de emergência clínica.

 

De acordo com o chefe da cirurgia da unidade, Alex Sobreiro, o médico norte-americano já acompanhou cirurgias gerais e ortopédicas. Para ele, o intercâmbio tem sido enriquecedor e contribuído até para melhorar a autoestima dos médicos que atuam no Albert Schweitzer.

 

– Ele tem experiência com explosões e nós com ferimento à bala. Essa troca de experiências tem sido muito proveitosa para nós. A intenção é ter mais intercâmbios e ele voltar em agosto, pois ajudou na autoestima dos médicos. Teve até equipe com ciúme da outra – confidenciou Sobreiro.

 

O cirurgião americano com cerca de 30 anos de profissão chegou a anotar no celular quais foram as situações acompanhadas por ele nos dias de reciclagem no Rio de Janeiro. Cirurgia em baleados, intervenção de obstrução intestinal, casos vasculares e cardíacos estão entre alguns dos procedimentos.

 

– Tem sido uma experiência muito positiva. Nos Estados Unidos, há médicos que não sabem abrir um paciente porque estão só acostumados a fazer cirurgia por vídeo. Se pudesse ficava mais – disse Frisbee.

 

Para a cirurgiã Gabriela Pupo, o intercâmbio proporcionou aprendizado e deu a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a realidade de trabalho dos médicos dos Estados Unidos.

 

– A vivência dele tem acrescentado muito e também nos ajudou a conhecer um pouco sobre a realidade deles. Quando íamos pensar em ter contato com um médico de guerra? – questionou Gabriela.

 

Doutor Frisbee é o primeiro médico estrangeiro a participar do programa de reciclagem internacional, fruto de uma parceria entre a Secretaria de Saúde (SES) e a Universidade de Miami, um dos centros de pesquisa que dá suporte ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Em agosto do ano passado, uma equipe formada por médicos e enfermeiros da SES recebeu treinamento no Ryder Trauma Center, da Universidade de Miami.

 

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