Polícia Militar assina termo de cooperação com a Polícia do Haiti

Acordo tem foco principal no intercâmbio de profissionais e na troca de experiência
 

O Governo do Estado assinou, nesta sexta-feira (24/05), um termo de cooperação entre a Polícia Militar do Rio e a Polícia Nacional do Haiti. O acordo tem como foco o intercâmbio de profissionais e a troca de experiência entre os países em áreas como estratégia de intervenção, pacificação, e polícia de proximidade. Os haitianos conhecerão a experiência das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) para o processo de transição da segurança do país.

 

 

 

O acordo foi assinado pelo governador Sérgio Cabral e o primeiro-ministro do Haiti, Laurent Lamothe. Em junho, o primeiro grupo de policiais haitianos chega ao Rio para iniciar os estudos da cooperação. No primeiro momento, eles conhecerão a estrutura da Polícia Militar fluminense, o sistema de metas, e o programa das Unidades de Polícia Pacificadora.

 

“O convênio foi feito tendo em vista a fase de transformação em que a Polícia Militar passa hoje, a partir das UPPs, e isso é o que o Haiti e a polícia deles identificou como necessário para implantar o seu processo de pacificação, que eles precisam se profissionalizar.”, explicou o coronel Robson Rodrigues da Silva, chefe do Estado-Maior Administrativo da Polícia Militar.

 

Entre as ações desse convênio estão o treinamento dos agentes haitianos por policiais fluminenses que vivenciaram na prática a experiência da pacificação. A montagem da programação será feita a partir das visitas ao Rio. A Polícia Nacional conhecerá as unidades especiais, como Bope, e a atuação delas no início do processo.

 

“Temos um planejamento que é flexível. Temos pontos que eles querem ver e o que estamos indicando. O projeto de pacificação não é fechado e precisamos respeitar as peculiaridades locais.”, esclareceu o chefe do Estado-Maior.

 

De acordo com o o coronel Robson, um dos pontos que despertaram o interesse dos haitianos é a experiência da proximidade da Polícia Militar depois da retomada do território, que passa não só pela UPP, como por toda a polícia.

 

Informações da assessoria

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