Recadastramento de servidores gera economia de R$ 90,5 milhões por ano

Investimento do governo em tecnologia da informação garantiu o resultado
 

O investimento realizado pelo Estado do Rio de Janeiro em tecnologia da informação para fazer o recadastramento de todos os seus servidores ativos, aposentados e pensionistas vai reduzir a folha de pagamento em R$ 90,5 milhões por ano a partir de 2013, com a suspensão do pagamento de 5.842 pessoas, entre servidores ativos, inativos e pensionistas. Este é um dos resultados do projeto Identidade Funcional, lançado pela Secretaria de Planejamento e Gestão em março de 2009 e que concluiu agora sua terceira convocação.

 

Foram convocados e agendados todos os servidores ativos, inativos e pensionistas pagos pelo Estado. Eles tiveram de fazer a identificação biométrica, que consiste na captura de foto e quatro impressões digitais, e apresentaram a documentação pessoal e funcional.

 

Para isso, o Estado instalou postos de atendimento em todos os 92 municípios fluminenses, e fez o agendamento com data e hora marcadas, com o objetivo de atender a todos com o maior conforto possível, sem filas e em locais próximos ao trabalho, no caso dos ativos, ou às residências, no caso de aposentados e pensionistas.

 

Para todos os 430 mil servidores do Estado, foram oferecidas três oportunidades para que se apresentassem. Os ativos foram avisados pelas áreas de recursos humanos de cada órgão e os aposentados e pensionistas receberam cartas em suas residências.

 

Cadastro mais transparência

Em janeiro e fevereiro de 2013, a secretaria suspendeu o pagamento de 10.540 pessoas e manteve postos de atendimento abertos em municípios de todas as regiões do Estado até o dia 27 de março para que fosse feita a identificação biométrica e o consequente restabelecimento do pagamento.

 

Dessas 10.540 pessoas, 2.667 não se identificaram e continuam com o pagamento suspenso, representando R$ 3,6 milhões por mês, ou R$ 48 milhões anuais. Desses, há 451 servidores ativos, 628 aposentados e 1.588 pensionistas. Além disso, o Estado retirou da folha de pagamento 3.175 filhas maiores, que continuavam a receber indevidamente como pensionistas, embora vivessem em união estável ou fossem casadas. Nesse caso, a economia será de R$ 3,2 milhões por mês, ou R$ 42,5 milhões anuais.

 

Com a identificação biométrica, o Estado passa a ter um cadastro de pessoal confiável e o servidor ganha uma carteira de Identidade Funcional segura e inteligente que garante a autenticidade do portador, é valida em todos os órgãos do governo estadual e o identifica com sua função pública.

 

A carteira de Identidade Funcional tem um chip contendo foto, impressões digitais e os principais dados do servidor. Esta carteira já está começando a ser utilizada como controle de acesso em alguns órgãos do Estado e em breve ganhará outras funcionalidades.

 

Informações da assessoria

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