Suspensa no Rio a venda da polpa de tomate da Predilecta por ter pelo de animal

Na maioria das vezes em que testou produtos à base de tomate, a PROTESTE encontrou problemas semelhantes
 

A PROTESTE Associação de Consumidores elogia a atuação da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, que suspendeu a venda e uso do lote 390 M23 SA da polpa de tomate natural da marca Predilecta, com validade até 30/9 deste ano, depois de encontrar pelo de animal no alimento, em teste de Pesquisa de Matérias Estranhas. As providências são importantes em função da gravidade dos fatos e do risco imediato à saúde do consumidor.

 

 

Todos os estabelecimentos comerciais no Estado foram orientados pelo órgão a retirar o produto das prateleiras. Além disso, as Vigilâncias Sanitárias das Secretarias Municipais de Saúde devem inspecionar supermercados para verificar se a determinação está sendo cumprida. De acordo com a secretaria, o teste não especificou de qual animal era o pelo.

 

 

Na maioria das vezes em que testou produtos à base de tomate, a PROTESTE Associação de Consumidores encontrou problemas. Mas não se conseguiu a retirada dos produtos do mercado e as indústrias, temendo a reação do consumidor, preferiram entrar na justiça para impedir a divulgação dos resultados das análises, dando pouca importância às providências que obrigatoriamente deveriam tomar para corrigir as falhas e oferecer um produto mais seguro ao consumidor.

 

 

O caso mais recente envolveu o ketchup da marca Heinz. Em fevereiro, a PROTESTE pediu à Anvisa a retirada preventiva do mercado do lote 2C30 do produto importado do México, embalagem de 397 gramas, por detectar presença de pelo de roedor. A irregularidade no produto foi detectada por exame microscópico. As amostras foram compradas um em supermercado de São Bernardo do Campo, São Paulo, no final do ano passado.

 

 

A primeira vez que a PROTESTE detectou o problema foi em 2005, quando analisou 16 marcas de ketchup. Os resultados seriam publicados na edição nº 40 da revista ProTeste (set/05), mas, como revelavam que cinco marcas (Extra, Great Value/Wal Mart, Predilecta, Scooby Doo/Carrefour e Tomatino) continham pelos de ratos, penas de aves e ácaros, duas empresas foram à Justiça antes da impressão da revista para proibir a sua veiculação.

 

 

Inicialmente, a PROTESTE decidiu suspender a publicação do teste. Mas em seguida, realizou um novo exame com amostras diferentes para se certificar de que a contaminação não havia sido acidental. Os problemas persistiram. Somente em março de 2010, a Associação obteve na Justiça a liberação para a divulgação dos resultados.

 

 

A segunda vez em que houve problema foi com o teste de molhos de tomate, publicado na revista ProTeste nº 49 (jul/06). Dos 30 produtos analisados, sete foram eliminados (dois por apresentarem pelos de roedores e cinco por terem problemas de contaminação). Entre os eliminados, novamente figuravam as marcas Predilecta e Tomatino, que já haviam sido reprovadas no teste de ketchups. Mais uma vez, os fabricantes entraram com uma ação na Justiça, dessa vez pedindo que a matéria não fosse veiculada no site.

 

 

Porém, em novos testes realizados no Instituto Adolfo Lutz, também foram encontrados nos molhos tufos de pelos de roedores, fragmentos de insetos, bárbulas de aves e sujidades em geral em algumas marcas.

 

 

Em 2011, novas análises apresentaram bons resultados nos testes de extrato, o que fazia crer que os fabricantes estivessem tendo maior preocupação no preparo de alimentos industrializados à base de tomate. Naquelas análises, tanto a Predilecta como Tomatino não apresentaram problemas de higiene no teste. Por isso acreditávamos que os fabricantes fizeram as mudanças necessárias para colocar um bom produto no mercado. Mas agora o problema volta a se repetir.

 

 

A PROTESTE Associação de Consumidores levou cinco anos para obter na justiça a liberação total para divulgação do teste censurado sobre cinco marcas de ketchup impróprias para consumo. Os lotes dos produtos cujas análises indicaram presença de pelos de roedores, pedaços de penas de ave e ácaros nas embalagens não estavam mais no mercado (o prazo de validade já havia acabado faz tempo).

 

 

O dia 1º de março de 2010 marcou a total aceitação, pelo Poder Judiciário, de que a liberdade de expressão se aplica integralmente às divulgações dos testes pela PROTESTE. Foi derrubada a última proibição judicial à publicação de resultados de testes segundo a metodologia adotada pela entidade. Foi uma decisão importante porque o veto à divulgação dos resultados dos testes compromete a segurança dos produtos e a saúde do consumidor.

 

 

A última censura judicial à publicação – em vigor desde 2005 – referia-se a ação da empresa Predilecta, de Matão, fabricante do ketchup do mesmo nome. No início do ano, também já havia sido derrubada a censura imposta por ação movida pelo Pão de Açúcar, detentor da marca Extra. Essa matéria deveria ter sido publicada na revista ProTeste nº 43, em dezembro de 2005, mas após divulgação na imprensa em geral, os dois fabricantes acionaram a entidade judicialmente para que não saísse na revista.

 

 

Em todos os casos, proibições judiciais de divulgação foram progressivamente derrubadas, tanto pela própria 1ª instância quanto pelos Tribunais de Justiça de diversos Estados. Agora, os consumidores já podem escolher livremente as marcas de todos os produtos testados pela PROTESTE.

 

 

O teste censurado em 2005 e agora liberado envolveu 16 marcas de ketchup, em que se constatou que cinco eram impróprias para consumo. Foi realizado um segundo exame com amostras diferentes para que se certificasse de que a contaminação não foi acidental. Os problemas persistiram. Eles eram das marcas Extra, Great Value/Wal Mart, Predilecta, Scooby Doo/Carrefour e Tomatino.

 

Assessoria

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