Bope é exemplo para jovens em tratamento de dependência química

Meninos que integram projeto de judô treinaram no quartel da força policial
 

Para o atleta M. R., de 14 anos, que passa por tratamento de drogas na Casa Viva, unidade da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social que abriga adolescentes dependentes químicos, visitar o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) foi uma grande experiência. O menino – que vai participar do Campeonato Brasileiro de Judô, na semana que vem, em Niterói – considera a unidade de intervenção da Polícia Militar um exemplo de valores como controle emocional, disciplina consciente e perseverança. Ele e outros três adolescentes em tratamento na unidade participaram, nesta terça-feira (11/o6), de um treinamento no batalhão junto com outros garotos e garotas. O grupo integra o projeto Força Jovem de Judô, idealizado e coordenado pelo professor João Luiz de Miranda.

 

“Gosto muito de judô e acho que o esporte me deixou mais maduro e ganhei mais coragem. Acho muito bom estar no Bope. Eles são um exemplo para mim”, disse o jovem atleta.

 

A visita ao quartel da força policial é uma parceria entre o Batalhão de Operações Policiais Especiais e a Prefeitura do Rio. Segundo o major do Bope, Rodrigo Amaral, os membros da unidade da Polícia Militar querem contribuir para que crianças que se envolveram com drogas ou com a criminalidade possam investir no esporte e ‘trilhar um novo caminho’.

 

“A grande importância da vinda deles aqui é respirar um pouco da atmosfera do nosso batalhão e ver que o esporte pode dar uma direção mais positiva em um início conturbado da vida da criança e do adolescente. Disse aos meninos que o batalhão caminha muito com o esporte. Este treinamento não é só focado na aglomeração de técnicas, mas engloba uma filosofia de vida”, ressaltou o policial.

 

De acordo com o vice-prefeito e secretário municipal de Desenvolvimento Social, Adilson Pires, o trabalho tem o objetivo de mostrar novos valores a estes jovens.

 

“Trazer estas crianças, que já foram usuárias de crack, ao Bope é mostrar que existem outras referências. O esporte tem o aspecto da disciplina, do respeito e da conquista de superar desafios. E nada melhor do que mostrar a estes meninos os heróis da vida real, pessoas que estão ajudando o Rio de Janeiro a ter mais paz e segurança”, explicou Adilson Pires.

 

Governo do Estado

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