CPI dos ônibus já causa polêmica

O vereador Sebastião Ferraz (PMDB) criticou os vereadores da base que apoiaram a iniciativa e disse que as investigações não servirão para nada
 

 

 

No último dia de sessão na Câmara dos Vereadores do Rio antes do recesso de meio de ano, e com as galerias do plenário completamente vazias, o presidente da Comissão de Transportes da Casa, vereador Sebastião Ferraz (PMDB), da base do governo, se pronunciou contra a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que, a partir de agosto, deve começar a investigar o sistema de ônibus da cidade. Ferraz critica  os vereadores da base que apoiaram a iniciativa e disse que as investigações não servirão para nada.  Para ele isso é um aproveitamento do PSOL, que fica incitando a população a dar prejuízo e fazer quebra-quebra.  

 

 

Durante seu discurso em plenário, Ferraz chegou a parabenizar os colegas que não assinaram a CPI. Seu principal argumento foi o voto do conselheiro Antônio Carlos Flores de Moraes, do Tribunal de Contas do Município (TCM), um dia depois de o vereador Eliomar Coelho (PSOL) conseguir 27 assinaturas para a instalação da comissão. O TCM arquivou o processo que investigava a suspeita de formação de cartel durante a licitação que, em 2010, concedeu o sistema de transporte rodoviário na capital a quatro consórcios cujos sócios se repetem em várias empresas.

 

 

O líder do governo na Câmara dos Vereadores, Luiz Guaraná (PMDB), disse que o prefeito Eduardo Paes nada tem a esconder em relação aos contratos com os consórcios. Segundo ele, a CPI só saiu porque pelo menos 13 vereadores da base do governo assinaram o requerimento de Eliomar. 

 

 

Redação com fontes

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