Manifestantes fazem passeata contra remoções no Rio

Participaram ainda do ato representantes das comunidades do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, zona sul do Rio
 

Cerca de 500 pessoas participaram na tarde de sábado (29) de uma manifestação contra as remoções de moradores de várias comunidades do Rio de Janeiro, em especial a das 525 famílias que vivem no Horto, área do Jardim Botânico, na zona sul da cidade. Concentrados na entrada da comunidade, na Rua Pacheco Leão, os manifestantes seguiram em passeata, levando cartazes, até a Praça Santos Dumont, na Gávea. O protesto, acompanhado por cerca de 30 policiais, foi pacífico, mas causou retenções no tráfego na Rua Jardim Botânico e em outras vias do bairro.

 

 

Os manifestantes – entre eles, várias crianças – protestavam contra o que consideram remoção violenta e injusta das comunidades. No caso do Horto, os moradores contestam a demarcação definitiva dos limites do Jardim Botânico, anunciada em 7 de maio deste ano pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Reivindicada há anos pela administração do parque e por ambientalistas, a demarcação vai acarretar na remoção das famílias que há décadas vivem na área da unidade de proteção ambiental, mas lutam na Justiça para permanecer no local.

 

 

“Queremos que o governo reavalie esse perímetro fixado para o Jardim Botânico”, disse Fábio Dutra, morador da comunidade do Horto. Segundo ele, os moradores admitem a remoção de algumas famílias, que ocupam áreas de fato necessárias ao Jardim Botânico, “mas desde que elas sejam realocadas no próprio bairro”.

 

 

Por discordar da remoção, a comunidade também rejeita o recadastramento determinado pelo Ministério do Meio Ambiente. “Até agora, não mostraram um projeto para a comunidade, não sabemos as alternativas habitacionais que o governo quer nos oferecer”, disse Fábio.

 

 

Também participou da manifestação, Everaldo Floriano de Carvalho, da Comissão de Moradores da Comunidade Indiana, na Tijuca, zona norte do Rio. Ele condenou a forma como são feitas as remoções na cidade. “Nossa posição é de que essas medidas, se forem de fato necessárias, devem ser feitas com um processo de conscientização dos moradores e não de forma truculenta. Eles chegam falando que vão passar o trator por cima das casas. Conhecemos a lei e sabemos que não é assim.”

 

 

Participaram ainda do ato representantes das comunidades do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, zona sul do Rio.

 

Agência Brasil

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