Manifestantes voltam a protestar contra o reajuste das passagens dos ônibus no Rio e em São Paulo

Inúmeras pessoas foram detidas e feridas durante o protesto
 

Terminou em confusão a passeata contra o reajuste das passagens dos ônibus urbanos do município do Rio realizada na noite de quinta-feira (13/06), no centro da cidade. A Polícia Militar acompanhou pacificamente toda a caminhada que saiu da Candelária e seguiu pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, onde os manifestantes fizeram uma rápida votação para saber se continuariam com o protesto. Como eles decidiram retornar para a Candelária, a PM resolveu agir com rigor para dispersar os participantes do ato.

 

 

Um grupo resolveu seguir pela Avenida Presidente Antônio Carlos até o Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj). Ao passar em frente à sede do Tribunal de Justiça, alguns atiraram pedras contra o prédio, ferindo um homem na testa sem gravidade.

 

Da Rua Primeiro de Março, os manifestantes seguiram até a Candelária, onde tentaram fechar a Avenida Rio Branco. Para controlar a situação e evitar depredações, a PM voltou a fechar a Avenida Presidente Vargas, no sentido Candelária, e resolveu dispersar os participantes da passeata. Os militares usaram escudos e cassetetes e fizeram uso de bombas de efeito moral. Alguns pontos de ônibus da Avenida Presidente Vargas tiveram os vidros quebrados. O gás liberado pelas bombas de assustou algumas pessoas que estavam nos bares da região, aguardando o término do protesto. Durante o protesto, vários estudantes usavam máscaras de gás para se prevenir contra o efeito do artefato.

 

A PM usou também homens do Regimento de Polícia Montada para auxiliar na dispersão do grupo. Os militares foram empurrando os manifestantes pela Avenida Presidente Vargas por mais de 2 quilômetros até a Central do Brasil.

 

A Avenida Presidente Vargas só foi totalmente liberada nos dois sentidos por volta das 21h30. A PM informou que cerca de 2 mil pessoas participaram do protesto contra o reajuste das passagens dos ônibus, que passou a vigorar no dia 1º deste mês.

 

A Polícia Militar informou que 18 pessoas foram detidas na manifestação. Todas foram levadas para a 5ª Delegacia Policial, no centro, onde foi levantada a situação de cada uma nas depredações ocorridas em pontos de ônibus, nas caixas coletoras de lixo e nas pichações após o término do protesto.

 

O integrante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Rio de Janeiro, Rodrigo Mondego, que acompanhou a manifestação, esteve na delegacia para verificar se os direitos humanos dos detidos estavam sendo respeitados.

 

Polícia e manifestantes voltam a se enfrentar em São Paulo

 

O quarto dia de protestos contra o reajuste das tarifas de ônibus, trens e metrô em São Paulo reuniu cerca de 5 mil manifestantes na noite de quinta-feira (13/06), segundo a Polícia Militar. O protesto é liderado pelo Movimento Passe Livre (MPL) que, em nota publicada em seu site, diz não ser a única organização envolvida nas mobilizações e não se considera o dono da luta contra o aumento.

 

O MPL se define como um movimento social independente e apartidário “que luta por um modelo de transporte verdadeiramente público”. O movimento diz não ter lideranças e controle sobre os grupos que também participam dos protestos.

 

Mais de 100 pessoas foram detidas para averiguação em protesto contra o aumento da tarifa. Segundo a Polícia Civil, elas foram levadas para 78º Distrito Policial para averiguação no quarto protesto contra o aumento da tarifa de transporte público na capital paulista. A maioria foi detida pela Polícia Militar (PM) na região do centro enquanto se dirigia para o local do ato, o Theatro Municipal.

 

Ainda de acordo com os policiais civis, muitos jovens foram levados para a delegacia por terem vinagre dentro das mochilas. Os agentes não souberam, no entanto, explicar porque o porte da substância foi considerado motivo para averiguação. Os manifestantes dizem que levam vinagre para se proteger do gás lacrimogêneo. As pessoas detidas estavam sendo todas liberadas

 

Além disso, o secretário de Segurança Pública Fernando Grella determinou que a Corregedoria da PM apure casos envolvendo fotógrafos e cinegrafistas que foram feridos na manifestação.

 

*Com informações da Agência Brasil

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