Novo protesto no centro do Rio, na quinta, dia 27, foi pacífico

O novo ato reuniu cerca de 5 mil pessoas
 

 

De forma pacífica, desta vez, manifestantes realizaram um novo ato no Centro do Rio. Por volta das 21h15m, o protesto já havia se dispersado, e a Avenida Rio Branco, que ficou interditada desde o fim da tarde, foi totalmente liberada e apresentava trânsito bom no horário. O protesto também acabou fechando a Avenida Presidente Vargas nos dois sentidos, entre a Avenida Passos e a Candelária, onde o ato começou.

 

 

Os manifestantes seguiram pela Rio Branco até a Cinelândia e depois para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). De lá, o grupo se deslocou para Rua da Assembleia. Eles fizeram um ato em frente à sede da Fetranspor, que congrega dez sindicatos de empresas de ônibus do estado.

 

 

Depois do ato na Fetranspor, a maior parte do grupo seguiu de volta para a Cinelândia, pela Avenida Rio Branco. Policiais militares acompanharam a manifestação, mas não houve conflitos. Apesar do clima de tranquilidade, manifestantes começaram a cobrir os rostos e a colocar máscaras de gás no trajeto entre a Cinelândia e a Avenida Presidente Antônio Carlos. Mas os organizadores pediam que eles mostrassem o rosto.

 

 

A PM não quis fazer estimativa de quantas pessoas participaram da manifestação, mas de acordo com informações de sites que cobriram o protesto, cerca de 5 mil manifestantes participam do ato.

 

 

O policiamento também foi reforçado na região com 1,5 mil policiais, o maior efetivo empregado em uma passeata até hoje. Somente em frente à Alerj, na Rua Primeiro de Março, havia cerca de 200 PMs. Grupos de policiais militares em fila indiana seguiram a passeata pelas laterais, enquanto um grupo permanecia à frente dos manifestantes. Mesmo sem registro de confusão, pelo menos uma banca de jornal foi pichada durante a passagem dos manifestantes. Ao longo da passeata, eles foram saudados por pessoas que estavam nos prédios, piscando luzes e jogando papel picado à medida em que eles passavam. Três carros de som acompanharam o ato.

 

 

Junto aos manifestantes, representantes de movimentos sindicais gritavam palavras de ordem e militantes do PSOL, do PSTU e do PCB agitam bandeiras dos partidos. Diferentemente dos outros dias de protesto, em que manifestantes com bandeiras de partidos políticos foram hostilizados, nesta quinta-feira, sindicatos e membros de partidos participaram da passeata sem ser incomodados. Alguns manifestantes se organizaram para levar instrumentos musicais e formaram uma banda em meio ao protesto.

 

 

 

Na Alerj, PMs de cinco batalhões ficaram de prontidão, armados com pistolas e armas não-letais. O objetivo do reforço na segurança era prevenir novos ataques ao prédio. À frente dos policiais, estava a tropa de choque do 15º BPM (Duque de Caxias), com escudos, capacetes e cassetetes.

 

 

Por causa do protesto, a presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargadora Leila Mariano, pediu que todos os juízes deixassem o prédio do TJ, que fica na Avenida Presidente Antônio Carlos.

 

 

Redação com fontes

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