Polícia investiga a morte do diretor do “Hora H” ocorrida na terça, dia 11

Os policiais acreditam quem o crime tenha sido motivado pela linha editorial do veículo
 

José Roberto Ornelas

 
 
A Polícia Civil do Rio investiga o assassinado do diretor do jornal fluminense Hora H, José Roberto Ornelas de Lemos (45), ocorrido na  terça-feira (11/6).    Polícia acredita que jornalista foi morto em razão da linha editorial do jornal. Segundo O Estado de S.Paulo, de perfil popular, o Hora H é conhecido por estampar em sua capa fotos de pessoas mortas. O jornal também é famoso por denunciar violências contra policiais e bandidos, além de supostos casos de corrupção em órgãos públicos da região. 
 
 
“Não descartamos nenhuma hipótese, mas a principal delas é a de que Lemos possa ter sido morto por conta do perfil combativo do jornal que ele administrava”, explicou o delegado Marcos Henrique de Oliveira Alves, da 58ª Delegacia de Polícia (Posse).
 
A hipótese foi sustentada por parentes do diretor do Hora H, que estiveram no Instituto Médico-Legal (IML) de Nova Iguaçu, na última quarta-feira (12/6), para liberar o corpo. “O jornal é bastante polêmico. Fala mal de polícia, de bandido e de político. As ameaças contra ele eram frequentes. Havia sempre carros suspeitos rondando por perto”, disse Luciano Ornelas de Lemos, irmão da vítima.
 
Para tentar identificar os atiradores, a polícia está analisando as imagens das câmeras de segurança de uma padaria localizada na Avenida do Fuscão, no bairro do Corumbá, em Nova Iguaçu (RJ). Lemos foi executado no local por volta das 20h30, enquanto tomava cerveja com amigos.
 
 
 
 
Entenda o caso

Betinho foi baleado em uma padaria na Rua Eduardo Pacheco Vilena, no bairro Corumbá, em Nova Iguaçu, e levado por amigos para o Hospital da Posse, onde médicos tentaram reanimá-lo, mas sem sucesso.  

 
 
 
 
O caso está sendo investigado

Comandante do 20º BPM (Mesquita), o coronel Max Fernandes ressaltou que neste momento a polícia precisa entender o que houve para depois avaliar a necessidade de aumentar o efetivo que patrulha o bairro. “A questão da localidade não tem influência sobre as circunstâncias do crime. Poderia ter acontecido em qualquer local”, disse. 

O caso foi registrado na 58ª DP (Posse). 

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